Aos Amigos do Blog Teorias…

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… Em Um Típico Final de Semana Carioca no Pós-Pré-Sal…

O acidente da Chevrom só lembra que estamos entrando na festa do pré-sal de cobaia. Nunca se produziu de área tão profunda, fato esse que deixa claro que não há nenhum equipamento de reparo já testado para atuar nessas profundezas… Não há garantia que uma rachadura no piso marítimo, a mais de 6Km de profundidade, se comportará de forma igual àquela ocorrida a 1.2 Km no acidente da Chevrom. Se não há garantia do que ocorrerá em caso de um acidente (já que somos os pioneiros, os cobaias…),  existe a terrível possibilidade de termos um vazamento contínuo sem solução por anos a fio, despejando milhões de barris de petróleo na costa brasileira.

Para acompanhar esse lembrete que faço, trago um esquema que poderia transformar uma conhecida lenda urbana (que fiquei sabendo aconteceu em diversos países)  que falava de um “morador de Niterói” que teria inventado um carro movido à água e que sumiu depois que mostrou seu invento às grandes companhias de petróleo, por razões óbvias.

Um painel solar provê eletricidade para uma hidrólise onde se captura o hidrogênio que é armazenado e usado on demand em uma fuel cell (eu não sabia, dispositivo conhecido desde o século XIX) que, por sua vez, providencia eletricidade que alimentaria o motor elétrico de um veículo… Okay, eu sei que nesse caso um carro a vapor também poderia ser considerado como um veículo movido a água, bastava substituir a energia provida pela membrana fotovoltaica pelo carvão da fornalha da turbina à vapor. Mas, como sem a água nos dois casos nada acontece, vamos admitir que a coisa é movida a água e dar honras a lenda urbana que tinha o grande mérito de lembrar a todos o quão maléfica poriam ser as companhias de petróleo, ou, indo mais longe, o quão maléfica poderia  ser a defesa da ganância dos homens.

O vídeo abaixo mostra o esquema funcionando, ele foi projetado para dar autonomia energética a uma residência gerando 30 KW, o  que ela consumiria. A grande vantagem de não utilizar diretamente a energia do painel solar é que por esse processo de extrair o hidrogênio cria-se a possibilidade de ter-se energia mesmo quando o Sol não está presente… Em outras palavras, como na fotossíntese, acontece um armazenamento da energia solar. Devo informar que essa é a tendência atual para pequenas produções de energias alternativas (tanto eólica quanto solar), já que o hidrogênio pode ser armazenado em uma relação adequada de espaço requerido e potência gerada.

Pena que o experimento tenha falhado no final… mas, funcionou depois, tenho certeza… O inovador no vídeo levou 4 milhões da ARPA-E  (uma das agências americanas que estão fazendo de tudo para sairmos do petróleo, única maneira de salvar as praias cariocas… 😉 para montar a tal residência que produz sua própria energia.

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O Que Estamos Fazendo?

Nesses momentos de contraste para impasses adormecidos e empurrados com a barriga, a humanidade está revisitando todas as suas crenças e valores e isso é tão assustador quanto maravilhoso. Vômitos aliviam mais fedem. Estaremos aptos a admitir erros? Onde e com quem está a credibilidade? E os mais jovens, aqueles sem perspectiva histórica e com aquela vontade de viver tudo o que já vivemos e provamos? Para eles tudo parece fácil, possuem tempo para gastar em redescobertas… E os mais velhos? Diante o ruir de um mundo o qual acreditavam? Estaremos assistindo a um suicídio civilizatório? Afinal a “velha sacanagem” está mais presente do que nunca, ainda somos fruto do acidente mutacional que permitiu o pensamento que junto trouxe a consciência da vida e da morte… Único animal que sabe que vai morrer e que possui então o desafio de dar sentido ou significado real (esqueçam as baboseiras socializantes, o lodaçal de falsos mitos e dogmas que as sociedades e civilizações inventam para permitir a vida em coletividade…) a sua existência… Tendo como ajuda apenas o inato instinto de sobrevivência e uma imensa curiosidade, essa coisa abstrata que é a parte nobre do ser pensante. A maioria, 99%, ainda comete um suicídio cognitivo e se deixa iludir com fantasias da esperança mística…  Falo dos 1% que toparam o desafio de racionalizar a encrenca que temos nas mãos, seja qual ela seja.

Estamos sozinhos com o carro enguiçado no meio de um daqueles desertos americanos cortados por uma retilínea estrada… Vamos dizer… Uma daquelas estradas pouco freqüentadas que levam ou voltam de Las Vegas, só para trazer uma imagem hollywoodiana que todos consubstanciarão em suas mentes de maneira assemelhada. De tanto tentar religar o carro, aparentemente, a bateria parou de funcionar… Então nos damos conta de como somos falhos…. O painel do carro recém alugado é totalmente digital, e, obviamente, sem bateria, não pode ser lido… No meio da pane emocional de enguiçar no meio do nada e ficar tentando religar o carro, esquecemos de verificar se o mesmo tinha combustível para a viagem que nos propusemos a fazer… Quanta burrice ou quantas falhas cometemos quando estamos estressados por uma situação difícil! Saímos da locadora sem verificar se tínhamos combustível para entrar em um deserto! O estresse era em função de fazermos a viagem durante o dia, as estradas do deserto só contam com a Lua e os faróis dos veículos para sua iluminação noturna e estávamos em plena Lua Nova… Então, inevitavelmente começamos a travar uma guerra de pensamentos… Que raio de tecnologia, em vez de melhorar piora em troca de uma modernidade cuja função é apenas ser diferente para vender mais, para ser um novo brinquedo bonito… Mas foi um carro velho que nos levou a um hospital a tempo de salvar nosso filho de 3 anos com edema de glote após comer um minúsculo pedacinho de sardinha em lata dado pelo pai que não poderia saber que a criança era alérgica ao conservante… Não, definitivamente não é possível abandonar a tecnologia depois de tê-la conhecido ou provado, se fosse uma droga seria a mais poderosa de todas… Mas não foi apenas o carro que salvou o nosso filho, a tecnologia medicinal está toda emaranhada com as demais tecnologias, uma coisa leva a outra… Ficarmos parados no deserto é um preço muito barato para tudo que obtemos com as tecnologias, muito provavelmente até estaríamos mortos desde o último dente extraído sem o antibiótico que mata na hora qualquer possibilidade de infecção dentária, que de tão vulgar já matou centenas de milhões ao longo da história humana… Blasfemar contra a tecnologia que em certas horas de nada adianta ou que pode ser um remédio pior que a doença é apenas um lamento infantil, o mesmo que um índio partir sua zarabatana por não ter conseguido acertar a caça pretendida…. Quebrar o celular que não dá sinal no meio do deserto? De que adiantaria?

Impasses são muito piores do que erros. A definição de erro já implica na ciência de qual direção devemos tomar, seja ela bem sucedida ou não, sabemos que temos que acabar com o erro e, pelo menos, é mais ou menos fácil identificar o que não devemos fazer para repetir o erro. Impasse significa o meio ponto entre um acerto e um erro, o que é pior, ambos hipotéticos. Como se não fosse possível piorar a situação dos impasses, existe a possibilidade de estarmos decidindo entre dois erros ou dois acertos não excludentes ou excludentes um do outro. Impasse é um momento de transição onde não vamos a lugar nenhum por não termos certeza do que vamos encontrar… Logo  estamos diante a uma equação algébrica com 3 variáveis incógnitas. É melhor ficar parado vendo o que acontece ou ir para a direita ou a esquerda? Não é exatamente isso que está acontecendo nesse mundo em crise? Sendo pessimista (quando menciono o mar de falsos dogmas o qual a humanidade agora se afunda) estamos imersos no erro… logo não o enxergamos de fora, não o identificamos e toda e qualquer ação ou não ação resulta em perda, vista aqui como algo que não sabemos o que é mas que certamente não gostaremos. Chega a ser engraçado…

Devemos deixar o carro e caminharmos para frente, já que o último posto de gasolina o qual passamos é muito longe para pretendermos alcança-lo antes de escurecer. Será que a distância que conseguimos divisar a frente, sem sinal de um posto, pode ser percorrida antes de anoitecer? E se chegarmos onde os olhos alcançam e de lá nada divisarmos? Ficar no carro a espera de surgir alguma forma de socorro possui a vantagem de termos proteção contra o frio e animais da noite… é mais fácil alguém ver o nosso carro do que somente a nós… Inventamos qualquer coisa para nos livrar do medo do risco, essa que é a verdade… Vem a mente a lembrança da piada do indivíduo que chega no inferno e se vê obrigado a escolher entre ficar no mar de merda ou no mar de fogo… No mar de fogo não conseguiu ver ninguém, o mar de merda estava superlotado, cheio de cabecinhas para fora do líquido viscoso… Obviamente escolheu o fétido mar. Quando começou a entrar, escutou um monte de gente gritando em vários idiomas diferentes o qual não entendia… Então parou e retrucou: Vai dizer que aqui no inferno não tem um brasileiro, ciô? Uma das cabecinhas retrucou com sotaque de português: Òh gajo… está cheio deles sim, todos lá no mar de fogo… Que vai ser o destino do menino caso entre neste mar com essa ginga de malandro que acabou de enganar o diabo… e a fazer marolinhas para todos nós que estamos aqui quietinhos com o nariz para cima tentando esquecer de toda essa merda a qual nos metemos e a porra dessa dor na nuca que não passa.

O pior nesses tempos é ouvir o retorno da ladainha dos radicais de esquerda, felizes como pinto no lixo… Ainda limpando as vestes do pó que sobrou do muro (e com apenas dois “maravilhosos” modelos a oferecer: Coréia do Norte e Cuba), estão tendo seus dias de vingança, centrando seu fogo no império capitalista… Ôh demonização gostosa, devem pensar… “Tá vendo eu não disse? Só podia dar nisso… E vocês se deixaram enganar por aquele negão, ele é igualzinho ou da mesma laia do que os brancos azedos que o antecederam…Obama na surdina está conseguindo tudo que o assassino do Bush não conseguiu… matar Bin Laden, o Euro, trazer para o ocidente o controle do petróleo Líbio (agora a segunda maior reserva conhecida, esqueceram até o segundo lugar que era do Iraque tinha…) sem gastar um soldado e, com sorte, fazer Israel cumprir seu papel de gendarme ocidental no Oriente Médio (e esganar os chineses que tiram do Irã 11% do que consomem…), depois de tantos desgastes com aquela bobagem de terra santa… De penetra, sem desfraldarem suas bolorentas soluções estão aproveitando… Enfiando o dedo na ferida totalmente aberta de um sistema financeiro totalmente equivocado, da óbvia falência do sistema representativo  pela evidente compra dos políticos, do escandaloso atrelamento da mídia  ao poder financeiro dos anunciantes por conta das novas tecnologias que descapitalizaram os órgãos de imprensa e de sistemas judiciários sem o menor controle da população, etc (é muita coisa mesmo)…

O fato é que durante essa noite mal dormida dentro do automóvel enguiçado, os pensamentos de que o carro alugado deveria ser de 4 cilindros ao invés de 8, ter a transmissão dianteira ao invés da traseira, não leva a nada… Carro sem combustível não anda… Se fosse elétrico, em uma total mudança do sistema de propulsão, também não iria  resolver, se as baterias não fossem carregadas antes da viagem. Não existe solução capitalista para mão de obra excedente, seja esse desemprego gerado pela adoção de novas tecnologia, exportação de empregos e poluição para fábricas em alhures ou por simples adequação econômica de mercado… Se o salário desemprego for sem limite de tempo o pessoal agradeceria e nunca mais levantaria cedo para trabalhar debaixo de neve ou calor… Não parar de crescer, para sempre ter empregos as custas do consumismo é suicídio planetário, os recursos acabam… Serão sazonais crises uma respirada do sistema? E no sistema comunista, o fim do desemprego significa a infelicidade geral e irrestrita de 99% da população que acaba sendo, ao longo do tempo, obrigada a trabalhar no que não gosta… Não foi por sonhar com Bentleys, iates e castelos de vida suntuosa que derrubaram a União Soviética e a China teve que abrir sua economia… Será que os coreanos do norte e os cubanos são o 1% feliz da humanidade?

Mas que solução então?

Toc, toc, batem no vidro do carro…

__ Seu guarda, ainda bem que o senhor apareceu… Acabou o combustível e fiquei parado aqui a noite inteira, acabei dormindo, o senhor é o primeiro que pára…

__ Saia do carro devagar e me passe os documentos do senhor e do veículo… Disse o guarda com a mão sobre a coronha da arma.

__  O senhor não está acreditando em mim?

__ Ponha as mão sobre o veículo e espere eu consultar a validade de seus documentos…

__ Como? O senhor tem acesso a internet desde o seu carro? O meu celular não captou nenhum sinal…

__ Verifique a bateria do seu celular, ela deve estar descarregada… Aqui o sinal é muito bom.

__ É verdade… Puxa como não vi isso!!! Quantas mais coisas não estarei deixando de ver? O que o senhor está anotando aí?

__ O seu ticket. O senhor está sendo multado por não ter abastecido o carro, como o senhor deve saber, na maioria dos estados americanos isso gera uma multa.

__ Mas como? Não basta o castigo de ter ficado aqui a noite inteira nesse deserto friorento? O senhor acha que eu deixei de abastecer de propósito ou falta de dinheiro? Aliás… é crime não ter dinheiro?

__ E quem é que paga o meu salário por estar aqui lhe multando, o espaço que o senhor ocupou durante essa noite, o ar que o senhor subtraiu do deserto para respirar, por estar lhe prestando essas informações… já que o senhor não é desse estado e não paga impostos aqui?

__ Mas, o senhor não vê que é por causa disso, dessa sua impiedade gananciosa, desse sistema que se apodera até do ar que respiramos que o mundo está assim, acabo de passar a noite pensando nisso.

__ O Estado de Nevada não tem culpa do senhor estar ocupando uma estrada estadual. O senhor poderá recorrer da multa, tem advogados especializados em multas, o senhor não precisa nem ir ao tribunal… Pelo que está falando o senhor deveria é estar ocupando a praça em frente a Wall Street. Aqui não é para reclamar do sistema.

__ Seu guarda, com todo respeito, o senhor me lembra o Robocop… Será que vão transformar o espaço em frente a Wall Street em um parque temático dedicado a demonstrações contra o sistema? Me empresta seu celular por favor… Dois minutos depois…

__ Seu guarda eu fui precipitado, eu achava que o carro parou por falta de combustível… Mas ao falar com o pessoal da locadora para que eles providenciassem o reboque, eles me informaram que entregaram o carro com o tanque cheio e que pelo tempo que eu dirigi eu devo ter meio tanque ainda… O que nos leva a conclusão que houve uma pane elétrica nesse veículo, logo a sua multa não procede toma ela de volta aqui… Agradeça ao Estado de Nevada pelo ar respirado. É muito bom quando a razão está do nosso lado. Essa é a alavanca de quem está em frente a Wall Street.

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Remendos de Agenda

Esse debate está na essência de cada pedaço de praça ocupado em frente a Wall Street.

O conjunto de mutações ACIDENTAIS que se fixaram ou não através do processo seletivo (ele mesmo sujeito a ciscunstâncias ACIDENTAIS) e trouxeram a esse ho…minídeo a capacidade de produzir pensamentos abstratos, ou raciocinar com o colorido de emoções (múltiplas imantações cognitivas) tem produzido diversos modelos não satisfatórios – por longos períodos – em coadunar necessidades do indivíduo com as necessidades do ambiente coletivo de onde nascem. No telegrama urgente que está sendo passado pelo inconsciente coletivo está escrito: QUEREMOS UM NOVO MODELO PARA ACREDITAR. NÃO SABEMOS SE CONSERTAMOS O QUE TEMOS/TIVEMOS OU SE TENTAMOS INVENTAR ALGO NOVO.

Em minha nada modesta opinião não há escolha enquanto não resolvermos o problema básico de toda a questão. O pensamento é uma condição imortal, pois, quando de boa qualidade ou não afetado severamente, evolui infinitamente, o que se contrapõe com o seu aparato físico que é mortal. Repito: O ser que carrega essa dicotomia obteve essa condição ambígua de forma acidental o que significa dizer que não houve uma consequência seletiva anterior… O pensamento entra pela porta dos fundos de um macaco que poderia ter continuado macaco até hoje, as mutações que trouxeram a capacidade de raciocinar não eram imperiosas para a manutenção da espécie anterior. Vale lembrar as pessoas que ainda dançam nas sequelas das culturas que tivemos e temos que não há propositalidade ou planificação anterior na natureza. Ou seja: Não existe um modelo natural (um exemplo da natureza) de como deveria se organizar um coletivo de seres pensantes, seres que possuem escolhas… Claro que as culturas mais primitivas que a arqueologia descobriu tinham um comportamento semelhante ao “macaco” coletor de onde viemos… Mas, a capacidade interferiu e logo passamos a adotar outros modelos… Curioso notar que o defeito lógico daquele ser se tornou expresso na maneira mais comum de transformar as sociedades. A idéia de que haveria vida após a morte, expressa em TODAS as religiões e cultos encontrados em TODAS as culturas humanas foi o agente presente em TODAS as modificações sociais que tivemos… Não foi apenas a força física da lei dos mais fortes fisicamente, essa apenas entrou de instrumento no domínio dos mais fortes de pensamento. Quem manda (e sempre fez merda) são os Orugutangos, pegando a metáfora do filme que vocês conhecem. Gorilas e Chipanzés são escravos mentais.

Pois bem, voltando a minha opinião. Acho que chegamos não à porta de Wall Street, mas à porta do templo da sabedoria, estamos muito perto de descobrir a imortalidade, de controlar a velhice e simplesmente não morrer mais de causas naturais. O preço coletivo e ambiental que pagamos para chegar nessa porta (caramba, é insultante pensar que esse esforço não aconteceu, que não resultou em nada, que não evoluímos em conhecimento! Significa não conhecer nada da história humana.) nos ameaça de morrermos na praia… O ambiente planetário já não nos oferece sustentabilidade e não há ainda uma união da espécie em torno de objetivos comuns. Pequenas individualidades mesquinhas (indivíduos e/ou grupos) são capazes de interromper um processo que já é difícil por natureza. Essa é a figura da grande tragédia… Eu acho que só aqueles acostumados com ficção científica (sair do contexto totalmente e olhar para trás) é que poderão se dar conta da historinha que estamos representando. Acho que não há volta possível, claro que é ridículo um sistema social que não dê solução ao desemprego se a busca de tecnologia significa o fim da maioria dos empregos em substituição por máquinas; claro que é ridículo termos todos os meios de controlar a natalidade tendo todo o conhecimento técnico para fazer isso, mas esbarrando na velha tecnologia de imaginar fantasmas imortais; claro que é ridículo, como tudo que já se sabe a maioria da população terrestre ainda acreditar em elucubrações místicas; claro que é ridículo alguém ainda pensar que poderá repartir tudo de forma igualitária quando o pouco que caberá a cada um não será suficiente para a existência individual; claro que é ridículo todas as pessoas não serem capazes de acompanhar o que apresento para discussão, pois só com esse grande conselho humano (invoco aqui um grande sentimento atávico em torno da primeira fogueira que acendemos por conta própria, sem depender de trazer o fogo de uma árvore queimada por um raio) É dessa primeira fogueira que a espécie depende hoje, ainda é.

De meu insignificante cantinho convoco a galera em torno de Wall Street a se deslocar para ocupar, a poucas quadras dali o espaço em torno da ONU. Que a demanda seja para um governo global (não querem a globalização dos mercados? Pois então…). Que as decisões sejam feitas em cima de uma moeda global, uma ordem auto-ajustante (já que não há consensos em todas as direções) com discussões abertas a todo o planeta. Que haja submissão ao grande conselho (com representantes proporcionais… a China e a Índia fariam um grande bloco, mas não seriam maioria…). Vamos respeitar a carta do que foi escrito ao pé da letra do possível e vamos confessar objetivos e metas. Em outras palavras mais factíveis vamos dar mais poderes e democracia a ONU para ver no que dá, pelo menos é algo óbvio a ser feito, já que a crise é global.

Como?

Essa diminuição só poderá acontecer pelo tão combatido pensamento único. E se esse único trás o certo ou o lógico? (Ok, como saber… há controvérsias, mas a verdade é comprovável. ) Por que temos que colocar em risco a espécie só …porque uma africana quer enfiar trocentas argolas no pescoço e casal oriental enfaixa os pés da filha atrofiando-o porque acham mulheres de pés pequenos algo bonito? O mundo precisa ser notificado pela razão, os caminhos são vários, alguns péssimos… Heil Hitler… Claro, que uma diminuição científica e política da espécie se dará por evitar nascimentos, não por eliminar ninguém… tão pouco sair decidindo quem é que é o super-homem ariano com DNA perfeito… Até porque não funciona, isto é… me lembra aquela piada do cara que chega na cidadezinha e pergunta pro “concierge” do hotelzinho local se tinha algum “jeito” de “afogar o ganso” no local… que ele estava “necessitado” (nós homens sabemos o que é isso)… Sendo que a resposta foi apontar um chinezinho no fundo do bar ao lado do saguão do hotel… Não tinha casa de luz vermelha… A reação foi negativa… Passado mais alguns dias o camarada voltou e foi logo dizendo… “Meu chapa se não tem tu, vai tu mesmo… Cadê o chinezinho?” O consierge lhe respondeu com uma pergunta: “Tudo bem, mas onde estão os onze? ” Que onze? Onze reais? É tão baratinho assim? – perguntou  o viajante necessitado. “Não. Os onze camaradas que vão ajudá-lo a segurar o chinezinho, eu esqueci desse detalhe…. 😉

Mas São Muitos… Como seria na pratica (já está sendo se o leitor for arguto…).

Um representante do nosso Admirável Mundo Novo (que já não é visto sempre da mesma forma) em discurso na ONU para líderes dessa multitude de culturas exóticas e bizarras (incluso a nossa) que deveriam ser convencidos:

“Minha gente, na qualidade de curador auto-proclamado do Museu de Culturas Exóticas do Planeta Terra vim aqui para exigir-lhes mais uma cota de sacrifício em nome de nossa agenda de ampliação de conhecimentos tecno-científicos que precisa de mais algum tempo para completar seus estudos a cerca da manutenção da espécie HSS, essa carcaça biológica que nos permite pensar. O fato é que esse tempo se esgotará em breve, com perda significativa do conhecimento acumulado até aqui, em meio a uma grande barbárie que se seguirá ao desmonte de nossa principal civilização (a mais espalhada, digamos assim) no advento de uma severa perca de sustentabilidade derivada do elevado consumo de matérias primas e insumos básicos de uma população de 9 bilhões de habitantes já agora para 2050. Temos plena consciência de nossa culpabilidade no processo. Para sustentar a mecânica intrínseca de adquirir conhecimentos técnico-científicos que nos livram dos desconfortos físicos, fraquezas e ameaças vinda da natureza, criamos um processo econômico autofágico de crescimento contínuo que se retroalimenta espontaneamente em um círculo vicioso. Tudo contribuiu para o ponto o qual chegamos hoje… Criamos um modelo vitorioso de proporcionar alongamento da expectativa de vida. Tanto assim o é que acabamos desequilibrando a quantidade de gente a ser alimentada e mantida dentro de um padrão de consumo razoável que criamos e forçamos mundo afora. Coisas terríveis aconteceram no percurso. O ocorrido em alguns setores bem exemplifica os fatos. A ciência e a tecnologia trouxe a bomba atômica que impossibilitou que grandes guerras continuassem cumprindo seu papel de manter as populações em nível estável. Para alimentar tanta gente, mecanizamos e automatizamos a produção de tudo que precisamos para sobreviver, o que causa um tremendo desemprego com pressões insuportáveis. Como sempre cultuamos uma hipotética nobreza do trabalho depois da abolição da escravatura,  para que a coisa fosse bem aceita por todos, agora não temos como dar férias remuneradas para uma maioria cada vez mais ampla… Nesse mesmo ritmo poluímos a natureza planetária, já naturalmente instável e criamos um problema climático cujas consequências não conhecemos direito, mas que certamente interferirá na produção de alimentos para uma população muito grande… O sistema econômico que mais produz tecnologia e ciência e que nos permite viver mais uns 30 anos além do que vivíamos antes em média, necessita estar crescendo continuamente, o que acabou envolvendo vocês… Eu sei que não pediram nada disso e acreditam que não precisam de nossos espelhinhos e panelas de metal, que, inclusive, é melhor morrer o mais rápido possível para irem para algum paraíso qualquer. Como eu vou pedir algo meio chato para vocês, sou obrigado a esclarecer algo que temos ocultado para que não percebam alguns pequenos desnivelamentos de consumo… Bom, não existem deuses, nem nenhum tipo de vida, espiritual que seja, após a morte. Portanto, não há importância alguma em vocês obedecerem uma cota de não natalidade que salvará a todos nós desse planetinha. Todos esses seus valores, os quais respeitamos como patrimônio absoluto do passado da humanidade, devem ser relativizados, caso colidam com essa salvadora diretriz que um dia nos permitirá a não mais morrer por causas ditas naturais e encontrar novas terras em algum outro planeta… Quando então poderemos procriar a vontade. Claro está que tudo que estamos fazendo é em nome da felicidade futura de nossos bisnetos ou tataranetos, isto é, quando eles puderem nascer… De qualquer maneira, com a população reduzida pela metade, teremos aqui mesmo na Terra um Admirável Mundo Novo, um verdadeiro parque temático, onde todos poderão usar suas roupas e adereços esquisitos derivados de tradições culturais exóticas e bizarras que todos os agentes de viagem e turistas querem ver preservados… como se fosse um baile a fantasias ao gosto de cada individualidade… Não está bom assim?

Agora perguntando, cinicamente que seja: Isso não é melhor do que espalhar uma epidemia feita em laboratório ou experimentar o caos da fome, o desespero dos desvalidos atravessando fronteiras e pulando o muro de condomínios fechados descobrindo que LCDs não matam a fome? Ou ainda ficar esperando que a natureza cause uma tragédia que salve a espécie de si mesma e começar tudo de novo?

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Ocupando a ONU

Só faço uma pergunta: Alguém conseguiria imaginar uma “ocupação” da sede da ONU pedindo por um controle de natalidade global, com cada país tendo uma cota a cumprir? Impossível, não é mesmo? Isso vai de encontro a direita (que se imagina a …defensora da liberdade individual deles mesmos e do nacionalismo) e a esquerda (que se imagina defensora da liberdade coletiva dos trabalhadores e seus líderes – eles mesmos – do nacionalismo again) e de toda e qualquer religião já inventada, onde um deus qualquer é que tem a última palavra sobre essas questões… como nenhum deus, por razões óbvias, jamais falou, seus pseudos-intérpretes podem no máximo aderir a idéia imaginando que um controle de natalidade passaria pela única coisa que lhes falta (na ausência de uma pequena tara infantil) depois da decisão de ingressar na promissora e doentia carreira de interprete divino: sexo. Mas, como toda essa turma vive da exploração de desgraças, qualquer remédio será condenado por “deus”.

Lógico que sempre haverá alguns poucos que compreenderão que se ingressamos em vários caminhos sem retorno (economia globalizada por exemplo) em busca do bem tecnológico (que nos faz viver mais, sacia nosso único mérito psicoemocional que é a curiosidade e única maneira de dar sentido a existência intelectual, da saga de carregar o auto-conhecimento da vida… – única chance real, fora de viver imaginando fantasmas e deuses, de controlar a velhice e não morrer, para o porvir da espécie, se é que essa possa interessar, já que para nossa geração só se for na base da seleção oculta…) e que, também por causa disso, os recursos findam gerando uma natural onda especulativa (nunca nos livramos dos lobos, no máximos damo-los brinquedos para se distraírem), onde poucos ganham muito e muitos ganham pouco ou nada, que quebra as economias de forma global, já que os lobos (ora sob ataque em Wall Street) diante preços que se valorizam pela natural escassez entram no cio da especulação… Bom, esses poucos entenderão que a causa da escassez é o exagerado consumo, ainda mais quando este é desequilibrado como reflexo da competência de nações e/ou grupos étnicos após séculos de guerras onde os mais fortes tomaram para si a chance de mais consumir… Aceitarão o fato que também não há mais retorno de curto prazo para o desequilíbrio, já que se ele for equilibrado haverá muito mais consumo, quando, agora, as fontes naturais são as mesmas para todos. Como não há nem pode haver consenso nessa divisão (e nisso todos se perdem à esquerda ou à direita) a única alternativa seria reduzir por igual o montante total, para depois ver se dá alguma divisão exata… O caminho tradicionalmente usado até aqui (porque no passado a escassez também ocorria e se dava por incapacidade tecnológica de extração ou excesso de regionalização) para resolver essa incapacidade de calcular divisões justas era o da guerra, que sempre foi paliativo já que os vencidos eram o machos da espéci; As fêmeas, de onde as pessoas nascem, ficam sempre em quantidade, como espólio de guerra para machos sobreviventes e invasores vitoriosos. Logo, o que havia morrido era rapidamente reposto. Além de doloroso, tratava-se de um método ineficaz, tanto assim que estamos virando os 7 bilhões de terráqueos Homos S. Sapiens, mesmo com a contribuição brasileira que elimina de 40 a 50 mil pessoas todos os anos (imaginemos a quantidade de feridos e psicologicamente traumatizados para o resto da vida, derivados desses espantosos números!), nas mãos de criminosos comuns que só ficam 3 anos presos em sistema fechado, quando são pegos, o que é difícil (e os brasileiros ainda tem tempo de discutir o que se passa em Wall Street ao invés de estarem totalmente absorvidos encontrando uma solução para esse descalabro… prova inconteste da consciência desse povo quanto a sua responsabilidade de fazer baixar o volume humano no planeta…).

Estamos entre escolher por uma guerra suicida, uma grande epidemia ou uma solução que as culturas não aceitam porque papai do céu não quer. Eu acho que eu nunca fui tão sintético na minha vida. 😉

Fora isso só me resta dizer que está faltando algo aos ocupantes de Wall Street… Uma demanda objetiva, um desejo, uma ordem… algo factível… um click no lugar certo. Afinal é meio tautológico e festivo afirmar que tudo está errado. Antes que a coisa, feito peixe que não sai da mesa, comece a feder com o bolorento debate ideológico de sempre tomando conta do palco improvisado e/ou com provocadores plantados (ontem mesmo já foi um egípcio da primavera árabe discursar para a multidão… as chances de ser um “plantado” são enormes e deve ter significado uma colossal perda de apoio entre os xenófobos e racistas que, infelizmente, ainda são maioria… ser inspirado por um um não branco comunista declarado é tudo que o movimento na banda americana não precisa…) por aqueles que não querem solução alguma, seja porque achem que ganham mais com o capitalismo sem reforma do jeito que está ou por aqueles que ainda não se convenceram de todo que as alternativas inventadas até agora não deram certo e vivem intelectualmente e financeiramente (em partidos, redações, movimentos sindicais, etc.) desse não convencimento. A minha palavra de ordem seria a seguinte: Se o problema é a especulação… Então que proíbam a revenda de ações e títulos por um período de tempo não inferior a dois anos. Todos que comprarem bens de capital são obrigados a ficarem com os títulos sob seu nome por pelo menos 2 anos. Obviamente que isso só poderia ser complementado com o fechamento de todos os cassinos do chamado mercado futuro. Que se dane a captação de recursos, o que alegariam… Pura cascata. Caso a “ordem” não for atendida o povo unido que jamais será vencido (se for inteligente e souber usar o poder que tem) começa a executar economicamente o topo da lista da Revista Fortune. É o Wall Mart… esse é fácil… Ninguém comprará lá… É a Exxon? Okay, que fechem seus postos pois lá não haverá ninguém… And so on.

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Perguntas Difíceis

Lendo essa notícia diversos pensamentos me ocorrem. Vejam o caso de Cuba, naturalmente, por força do estado não ter como se financiar (o que para mim sempre significa um mistério, afinal podem emitir dinheiro o quanto quiserem e manterem os preços congelados e limitar o consumo individual ou familiar na marra… ou não? Prejudicaria as trocas internacionais necessárias a uma vida moderna a partir do momento que uma sociedade não tem como produzir tudo que consome e ao mesmo tempo experimentar os avanços da ciência e da tecnologia que todos querem ou precisam? Deve ser por aí… Mas é necessário um economista para explicar isso com perfeição.) resolvem acabar com a única promessa de peso de uma sociedade comunista ou socialista que é o compromisso de todos os cidadãos terem um salário para sobreviver e um teto descente para dormir, tenham onde trabalhar ou não… Isto é… “fica ali naquele cantinho fingindo que toma conta de quem senta no banco da pracinha… se quiser ganhar um pouquinho mais e não for um apreciador do ócio, terá umas vagas de assistente de legista, de coveiro, limpador de bueiro, varredor de rua, etc… se fores um aluno aplicado e cheio de méritos, poderá provar isso na prática e ter uma vida razoável… ah, todos podem livremente se dedicar a uma arte qualquer e tirarem um pouco ou um razoável complementar por fora…” Será que é isso que pretendem introduzir agora? O direito de produzir um por fora seja com arte ou comércio? Parece que não, falam em funcionário público ficar desempregado sem bolsa família ou escrotal. Ou, finalmente, concluíram que sem dar um incentivo o camarada se acomoda e todos acabam preferindo tomar conta do banco da pracinha onde ganham pouco, mas não se aborrecem nem são pressionados? Aliás, os chineses definitivamente parecem ter descoberto isso, mas acabaram com a lógica comunista de garantir um emprego a todos, ou melhor, que já exerciam de modo sofrido, na base de quase um trabalho escravo (eu mesmo vi na China, prédios residenciais ao lado de fábricas, os funcionários se portando como alunos de um colégio militar interno, em fila indiana para entrar ou sair da fábrica…). Muito em breve estaremos escutando de desemprego na China, basta o ocidente parar de consumir e o mercado interno deles não funcionar trocando comida do interior (proibido de migrar para as cidades) pelas bugigangas eletrônicas produzidas nos grandes centros que prosperaram… Pelo menos a China é rica em espaço e recursos naturais… o que para mim ainda é o que segura a peteca… Contudo, os chineses tem investido pesado em energias alternativas, algumas notinhas na imprensa avisam… o que é óbvio, já que são obrigados a importar mais de 11% (deve ser mais, contudo é um dado estratégico… classificado eu diria…) da energia que consomem cada vez mais… Se todos os Zé Mao Né da China forem devidamente resgatados à condição igual ao do emergente brasileiro, o resto do mundo submerge sem recursos naturais suficientes.

Porém, o ponto é em relação ao que me parece cada vez mais patente… Não termos como montar um tipo de sociedade que, por longo prazo e em circunstâncias regionais e geográficas diversas garantam uma vida que agrade a maioria de gregos e troianos. Não fosse Hollywood suspeita, já era mais do que tempo de termos um remake do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley… Quantos novos elementos de identificação poderiam ser incluídos em uma nova versão cinematográfica daquele livro, mesmo que contendo elementos comerciais (que é o que interessa aos produtores). Viria a calhar nesse instante de imensa lucidez onde os protestos contra os governos e instituições nacionais, pela primeira vez, tanto nos EUA (em Wall Street, a coisa toma vulto… com toda razão dos impotentes…) quanto na Europa, não levantam bandeiras e, como o quê, admitem não terem ou conhecerem proposta alguma, só a percepção de que está tudo errado… Don’t be. (se é que interpreto o significado profundo desse slogan) Como que a clamar pelo surgimento de um novo Karl Marx, para inventar uma ideologia ainda inexistente que fuja dos fracassos que são e foram a monarquia, a teocracia, o comunismo, o capitalismo e todas as combinações de meio termo entre elas que se tentaram até agora. Tudo fracassou ou só durou por pouco tempo, até que a coisa quebra de dentro fora, não adianta culpar inimigos externos…

Se voltarmos ao básico, encontraremos a porta mais fechada que existe. Formamos sociedades sem termos atributos físicos definidos e espontâneos de berço que distinguissem as ou definissem tarefas de cada indivíduo na estrutura social. Sob esse ponto de vista os índios mais selvagens conseguiram a sintaxe mais plausível, todavia essas sociedades primitivas são dependentes de uma total simbiose com a natureza que lhes cerca, não são esquemas exportáveis… Se, de curiosa sacanagem, o antropólogo Dr. Mengeléia  lançasse de paraquedas uma tribo de esquimós na Selva Amazônica e uma tribo de Guaxamirins (o nome que veio a cabeça) no Círculo Ártico, o resultado, necessariamente, seria desastroso para os índios da “suave”experiência.

Não dá mais para abdicar de alguns conhecimentos e sabedorias tecnológicas, ninguém vai mais topar viver uma vida campesina com expectativa de vida de 40 anos… Nas primeiras faltas de Advil, lente dos óculos e, principalmente elas, as dores de dente que o Advil não segura, ainda mais não os tendo… todo mundo desiste e achará melhor invadir a Arábia Saudita, tomar Meca e trocar direito a beijar um meteorito negro por barris de petróleo… A ética vai para o espaço.

Somente as formigas, os cupins e as abelhas é que possuem esse imenso privilégio de nascerem com predisposição inata a vida social. Nessas sociedades o desempregado nasce morto, ou melhor, nem nasce… e ninguém precisa se preocupar em passar em um concurso público ou entrar para a política para disputar o cargo de rainha, tudo é automatizado pela natureza. As sociedades humanas são artificiais e ponto, temos que evoluir nessa artificialidade e montar algo que agrade a maioria a ponto das minorias se convencerem que possam estar erradas. A suspeita de que ainda não encontramos esse ponto de equilíbrio porque esbarramos nos poderosos grupos que conseguiram algo bom só para si é valida, mas não explica tudo…

Ao longo do tempo tenho remoído uma impossibilidade por que passa todas as sociedades modernas, onde todas as ideologias apregoam a oportunidade de estudo provida pelo estado para suas populações. Ora, se esse estudo fornecido for bom, teoricamente, muito poucas crianças deixariam de progredir nos estudos e sendo assim: QUEM É VAI VARRER AS RUAS? Porra! Ah… os poucos maus alunos? Voltamos então a tese de que também temos atributos físicos e mentais que nos encaixam na sociedade como se fossemos formigas? Se tivéssemos boas escolas teríamos igualmente poucos maus pais, o que, nesse caso, poderia explicaria os maus alunos… Conclusão: Os órfão deverão ser os limpadores de bueiro de qualquer outra ordem social que encontremos… Não. Basta pagar muito bem àqueles que possuem tarefas digamos… desagradáveis… Continuar com a hipocrisia de dizer que não existem tarefas desagradáveis é querer tapar o Sol com a peneira… Mais… É querer continuar ludibriando os pobres coitados que as possuem… É melhor continuarem acreditando que aquilo é bom? Será que de fato se conformam? Entretanto, quanto é pagar mais por essas tarefas desagradáveis? Um lixeiro vai ganhar mais do que o médico não legista (que esses merecem uma fortuna no meu entender… embora eu saiba que acabam se acostumando…)? Mas isso seria um digno incentivo aos estudos? Não seria algo errado premiar quem não estuda? Becos sem saída, estamos cheio deles. Isso também está pesando.

Okay, nada é perfeito, mas o que quero provar é que boiamos em um mar de mitos, muito além daqueles meramente religiosos, que são mitos praticamente já assumidos assim como comerciais de Pirâmides da Fortuna em forma de carnês da felicidade… Falamos de Meritocracia  nos esquecendo sempre que se isto é posto em prática, acabamos com qualquer tentativa democrática… Teremos sempre gente com maiores méritos no poder, sem nenhuma chance para aqueles que não possuem mérito, ou melhor, não possuem o mérito desejado ou imposto pela sociedade já dominada por poderosos meritocrátas que certamente ditarão o que é ou não é mérito, obviamente, em função de seus próprios atributos… A formiguinha trabalhadora afirmando que tem que ser em maior número que as formiguinhas soldado, já que não há inimigos em volta do formigueiro… Que se dane a defesa preventiva… Gritaram elas.

Minha conclusão é que temos que rever tudo que temos feito em termos de montagem social deixando de lado mitos e valores que temos acalentado durante milênios e transparecer a discussão… E promover para início de conversa um controle de natalidade que não tenha nada a ver com o conceito de liberdade que mitologicamente abraçamos. O quê? Isso não pode ser feito na presença ou com o conhecimento do povão se não a casa cai? São todos de uma forma ou de outra enganados? Só aceitam sua participação na sociedade porque acreditam em deuses? Que isso é conversa para intelectual no fundo da cantina da universidade da zona sul? Não. Dá pra ir de blog sim, O povão não lê blogs… Sejamos formiguinhas intelectuais.

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Imaginem Se Não Fosse Assim…

Todos sabem da preferência por filhos do sexo masculino advinda de povos primitivos, principalmente no mundo campesino ou rural. A explicação é mais ou menos óbvia: Em um mundo primitivo o filho homem agrega mais força de trabalho e defesa do grupo que as mulheres. A coisa ainda chega aos nossos dias apesar de todos os avanços tecnológicos e culturais que permitem as mulheres possuírem o mesmo grau de desempenho que os homens, além de serem muito mais agradáveis e menos belicistas (ainda, pensando numa maioria que se esvai rapidamente). Em matéria que possui o ranço anti-aborto que reflete o conservadorismo místico em que chafurda a sociedade brasileira à séculos (último país a legalizar o divórcio, vale lembrar), temos a notícia de que na Índia (onde ainda se pratica casamentos arranjados por famílias, sendo que a família da noiva que paga o dote…) e na China, a prática de evitar uma prole feminina ganha contornos drásticos com a popularização das tecnologias que permitem conhecer-se o gênero do feto ainda na barriga das mães e a praticidade e segurança dos modernos procedimentos abortivos – que, acredito eu, agora estejam sendo mais acessíveis para as empobrecidas populações daqueles países que, no momento, atravessam o boom dos emergentes junto com o Brasil e Rússia…

O curioso dessa história é que essa prática “denunciada” pela notícia vai a favor dos interesses planetários, sem que tenhamos pedido nada. Menos mulheres significa, obviamente, menos gente nascendo… Considerando o mesmo período de tempo, um homem pode fecundar diversas mulheres, enquanto as mulheres só podem ter um filho de cada vez. Estando o fenômeno acontecendo nos dois países que são os dois maiores responsáveis pelo atual desequilíbrio populacional planetário (somos quase 7 quando deveríamos ser 3 bilhões, se quiséssemos ter uma sustentabilidade de recursos de longo perfil… e China e Índia sozinhos representam atualmente quase 3 bilhões de pessoas…) deveríamos estar festejando a notícia, ao invés de lamentando-a… muito embora tenhamos que levar em consideração que a seleção natural que se dá por intermédio da beleza feminina, esteja sendo destituída, já que nesses países onde as mulheres escasseiam o famoso ditado entra em ação: “Se não tem tu, vai tu mesmo…” o que garantiria uma prole para todas as mulheres independentes de seus atrativos físicos… Índia e China, sociedades sem encalhes femininos… 😉

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