Extra, Extra… Somos E.T.s

Os cientistas não conseguiram até aqui fazer vida em laboratório. Da sopa original de onde surgiu a vida em nosso planeta falta um ingrediente, o DNA original que não se forma apenas se misturando os ingredientes químicos presentes em todas as formas de vida conhecida… Algo muito próximo daquela pergunta de quem nasceu primeiro, ovo ou a galinha… Há hipóteses diversas (de formas moleculares intermediárias ao DNA), mas ainda nada totalmente provado. Correndo por fora, vinha tomando corpo a teoria de que o primeiro DNA teria vindo de fora, na garupa de algum objeto extraterrestre, um meteorito ou um cometa…   Com a recente descoberta que trago neste link, temos a primeira confirmação.

Podemos então concluir que todos nós evoluímos de uma molécula E.T. pendurada na cauda de um cometa ou em uma estrela cadente que não incinerou toda em sua entrada na atmosfera terrestre há 5 bilhões de anos atrás… aproximadamente, claro.

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Sobre João Canali

Jornalista brasileiro e norte-americano residente em Miami, produtor e apresentador do Seriado Teorias (You Tube).
Esse post foi publicado em Ateísmo, Divulgação Científica e Tecnológica. Bookmark o link permanente.

4 respostas para Extra, Extra… Somos E.T.s

  1. fbarbuto disse:

    Canali,

    Acho complicado moléculas orgânicas delicadas como as citadas no artigo terem sobrevivido à entrada na nossa atmosfera, ocasião em que a temperatura chega a milhares de graus. Além disso a Terra reúne todos os elementos e condições necessárias para construir tais moléculas — por que se formariam no espaço?

    Por outro lado, um desses meteoritos caiu na Austrália, região onde são encontradas as formas de vida mais antigas do planeta. Coincidência?

    F.

    • João Canali disse:

      Outro dia li um artigo que falava das dificuldades de recriar a vida em laboratório, o problema se concentra no fato de que para acontecer algo como a moderna concepção de vida é necessário um DNA que possui uma estrutura molecular relativamente complexa… O que eles encontraram nesse meteorito foi uma espécie de croqui de DNA sugerindo que (tradução minha) para o número de casualidades necessárias para a formação do DNA que deu origem a vida na Terra teria que ser ampliado para o universo… A questão de material proto orgânico chegar a Terra em condições de “semear” o planeta pode ser relativizado em função de imaginarmos que a vida começou nos oceanos, que a atmosfera poderia ser muito mais rarefeita do que é hoje (o que faz muito sentido, já que não havia vida e todos os gases que esta produz e o planeta estava com tinta nova…) e que pedaços de gelo na cauda de cometas seriam grandes o suficiente para não derreterem totalmente…

  2. fbarbuto disse:

    Canali,

    Curiosa foi a frase, do Carl Sagan, que alguém deixou no artigo a respeito da nossa origem “extraterrestre”: “Uma teoria mirabolante necessita de evidências idem”. De fato, é irônico pensar que um afortunado cometa ou asteróide tenha tido a primazia de trazer os tijolos básicos da vida para a Terra, um planeta tão abundante nos elementos que compõe essa mesma vida e nas formas de energia necessárias para criá-la.

    É possível criar em laboratório uma “sopa básica” de moléculas orgânicas que podem vir a ser, lá na frente, essenciais para a criação da vida. Mas, (re)criar vida em laboratório, ainda que uma mísera bactéria (que apesar de ser uma única célula é complexa pra caramba), é um buraco muuuuuiiiito mais embaixo. A vida tem bilhões de anos e passou (e ainda passa) por um longo processo de acertos e erros. Não me basta ter farinha, leite, ovos e manteiga em grande quantidade; eu ainda preciso da receita para fazer um bolo minimamente saboreável. E a receita da vida foi encontrada por uma sequência de acasos.

    F.

    • João Canali disse:

      Pois é, aproveitando as suas acertadas expressões… a “receita” é de uma casualidade tão grande que o “buraco é muito mais em cima”, segundo o que estão supondo. Agora, subsidiariamente, a descoberta da tal molécula no meteorito abriria também as portas da imaginação para um universo cheio de vida… Poderíamos até batizar o meteorito de “gameto”, ou mesmo sugerir uma nova classe de meteoritos assim chamados.

      Incrível também é a historia do meteorito marciano, onde encontraram estruturas em suas entranhas que só podem ser comparadas a organismos que ficaram presos na rocha… e que coloquei em meu documentário Mistérios de Marte no You Tube. A observação do Carl Sagan se aplica também a maneira como determinaram que o meteorito teria vindo de Marte… A composição química dos espaços vazios entre os grânulos que compõe a rocha batem exatamente com as análises da atmosfera marciana… E parece que existem mais de um deles, uma classe de meteoritos marcianos, que teriam chegado a Terra na mesma ocasião… Mais incrível ainda é a suposição que o pedregulho chegou a Terra na base do “ricochete”, um asteróide que bateu em Marte e levantou material da superfície marciana em direção ao espaço, chegando então até o nosso planeta depois de milhares de anos… Concordo que se trata de teorias tão mirabolantes que um místico qualquer acabaria concluindo que se é para a ciência criar hipóteses e teorias tão casuísticas, a hipótese do deus dele também deveria ser levada em consideração… 😉

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