Semana Passada

Deixo por conta de você leitor a análise do conteúdo desse site (Não deixem de ler). E leiam rápido pois a coisa muda, literalmente, de figura depois de uns minutos. Não é brincadeira. Estaremos todos já com os dias contados mais (ou melhor… menos) do que já sabíamos? Um fato desses seria censurado ou não?

A questão cultural apronta coisas incríveis. A Líbia foi colônia italiana por muitos anos… E parem para pensar como que isso passou para os líbios, mesmo que o ponto diferencial de maior importância entre culturas (a religião) seja, nesse caso, diferente. Essa é a sugestão dessa comparação de expressões entre Kadafi e Mussolini.  Claro, não posso deixar de comentar que o que está ocorrendo lá só tem uma dúvida. Kadafi vai querer dar uma de mártir ou vai tentar negociar uma rendição e se exilar em uma país amigo? Que vá para a casa de Caracas.

Aos vinte cinco anos de idade não seria possível eu ter dois presidentes ao mesmo tempo, a lei brasileira não permitia essa hipótese.  Aos trinta eu não planejava nem sabia que iria morar em outro país. Aos quarenta eu jamais imaginaria que teria dois presidentes sendo que um seria negro e a/o outro/a uma mulher, aos cinqüenta eu acharia que se fosse o caso, o presidente negro seria brasileiro e a presidente mulher seria uma americana. Faço desse meu testemunho pessoal a prova de como o mundo muda… de vez em quando para melhor.

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Sobre João Canali

Jornalista brasileiro e norte-americano residente em Miami, produtor e apresentador do Seriado Teorias (You Tube).
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6 respostas para Semana Passada

  1. Cesar Barroso disse:

    Não acredito nessa hipótese da super convulsão do cientista finlandês. Pura ficção científica, e mais uma forma de aumentar a pressão sob medo que já nos atormenta.
    Dará um ótimo filme.

    • João Canali disse:

      Cesar, por coincidência, ontem mesmo depois que falamos no telefone e continuei vendo o Fantástico (pode xingar…) apareceu uma reportagem sobre Chernobyl onde ficou no ar uma ameaça muito semelhante a relatada pelo tal cientista finlandês. Como todos sabem eles contiveram o… (?) o spread radioativo da usina russa construindo um sarcófago de concreto e aço em torno da coisa… Mas pelo que eles deram a entender a coisa se infiltrou (vai derretendo na verdade) pelo subsolo e teria atingido aquiferos ou rios subterrâneos, estando contaminando a água que supostamente pode ir para o resto da Europa podemos deduzir… Aí você vê… que falta faz um editor de jornalismo mais ciente dos fatos… Caramba! Os caras acabaram de deixar no ar que está existindo uma ameaça terrível que poderia mudar a existência de todos… Sem ser dramático: Que historia é essa que as águas da Ucrânia estariam sendo contaminadas com radioatividade?! É sabido que a Europa é varrida por rios subterrâneos!!! Essa informação é pura dinamite e é dada sem precisão alguma em meio a uma reportagem que surge em função da tragédia do Japão…

      Tenho notado um grande desencontro de informações, aliás desde que começou essa crise no Oriente Médio… Todos nós ainda estamos falando sobre as mesmas coisas, mas, não está havendo uma uniformização, algo como que se as agências de notícias não estivessem mais concorrendo uma com a outra, deixando a informação confiável. Por exemplo, hoje o ministro inglês disse que as tropas de intervenção na líbia – tiveram tanto cuidado diplomático para a cirurgia operacional… – não serão mais lideradas pelos EUA, que o comando seria entregue a OTAN… Mas, ontem mesmo todos os meios falavam que era a França que estaria a frente das operações, sendo ajudada pelas demais nações!!! Esse é apenas uma exemplo do que estou falando… está havendo um grande desencontro de informações, como se estivéssemos vendo declarações do ministro japonês o tempo todo a respeito da real gravidade da situação em seu país… Tudo fica de repente inconfiável… Isso está parecendo até a agenda de Obama que é contraditória por compreensíveis razões de segurança do presidente… E logo quando estavamos ficando confiantes de encontrar todas as respostas com nossas buscas no Google. Acho que está surgindo uma brecha jornalística nessa historia toda, alguém vai acabar surgindo e pondo ordem nessa casa, alguém realmente independente… um conselho de jornalismo de caráter mundial… seria por aí… Informação vai acabar tendo que ter carimbo de validade.

  2. Cesar Barroso disse:

    Poucos fatos, muito medo.
    Peritos dizem que há poucos fatos e muito medo na crise nuclear japonesa, como aconteceu em Chernobyl, nesse artigo da CNN: http://edition.cnn.com/2011/WORLD/asiapcf/03/19/nuclear.radiophobia/
    O medo do desconhecido levou ao suicídio mais soldados russos que participaram da limpeza do que propriamente a radioatividade.
    Eu acho que essa crise está sendo inchada, e que muitos poucos estão sendo submetidos a níveis de radiação realmente mortal.

    • João Canali disse:

      Um grande fogo cruzado de informação e diversos interesses em jogo… Vinte por cento da eletricidade americana vem de reatores nucleares, trata-se de uma indústria privada lutando pela manutenção da recente abertura para a construção de mais usinas… Não é a CNN que está cheia de anúncios da indústria do carvão americana? “Clean coal”(quase a versão carvoeira do Drill Baby Drill) alardeiam mentirosamente, já que o sequestro de CO2 nas termoelétricas à carvão, aquele negócio de enterrá-lo, não está totalmente solucionado e é caríssimo de ser implantado. A agência internacional de energia atômica está acusando o Japão de estar negligenciando informações a população… E todos nós sabemos que não adiantaria nada os japoneses falarem a verdade, caso ela seja mais negativa do que já é… Aquilo é uma ilha, não há fronteiras para uma debandada, qualquer governo no mundo agiria da mesma forma diante a uma catástrofe que não tem como resolver, ainda mais quando o valor de seus ativos financeiros jogados no casino mundial podem cair abruptamente de preço, aliás, como já cairam… O pânico pode matar mais do que a radiação… Se soldados russos se matavam em Chernobyl, imaginemos a contrapartida japonêsa, com toda sua tradição ritualística em torno de um “honrroso” suicídio… Na verdade, com as informações que temos e a possível falta de credibilidade delas em função dos interesses envolvidos, não dá para achar nada nesse momento, é sentar para ver e torcer que o que aparecer tenha a dimensão da verdade.

  3. Cesar Barroso disse:

    João,
    No Japão, já não se fazem mais suicidas como antigamente.
    Acho que estão inflando demais essa bolha, e o perigo não é tão grande assim.
    Você sabe, aqui no nosso querido USA, a população não pode viver sem um motivo de alarme. E o governo e a imprensa alimentam esse terror ininterruptamente. Se a gente entrar nesse carrossel louco, não terá mais tempo para viver. Ficaremos agarrando clichés no ar o tempo todo, como bolinhas de sabão.
    Acho que o grande problema de Japão nesse momento é como alimentar e alojar essas multidões, e fazer os negócios voltarem ao normal. Dizem que é trabalho para cinco anos, e eu acredito, devido à tenacidade do povo, e a infra-estrutura que não foi destruída.

    • João Canali disse:

      Cesar, não duvido que o japonêses saiam dessa e deem a volta por cima, como tantas vezes já deram, a menos que seu estoicismo canino e obediência cega também não existam mais como antigamente. Por outro lado, também não duvido que escondam o que for necessário esconder, tanto para evitar o pânico quanto e a queda do Yen, da mesma forma como escondem que ainda hoje cassem baleias e golfinhos.

      Resumindo… Os pilotos kamikasis iam para o alvo morrer como heróis, mas todos muito bem amarradinhos em seus assentos, para não ter como pousar na água ao lado do navio americano e se entregar.

      Quanto a indústria do cagaço, digamos assim, que viceja nos EUA, desde dos tempos da guerra fria, temos que analisá-la a moda da casa… Eu diria que ela faz aumentar o consumo… aí tudo pode… Quando se está sob uma grande ameaça não se pensa duas vezes antes de se comprar alguma coisa, qualquer coisa assume os ares de “última oportunidade” para ser aproveitado ou consumido. Imagina! Privar-se de algo quando o mundo pode acabar na esquina do tempo!!!

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