Irreverência Tem Limite?

Vejam o cometário que saiu no O Globo Online hoje: “Surgiu uma nova expressão para uso cotidiano: “Praga de Baleia, sacode, inunda e mata.” Esse pessoal não toma jeito…

P.S.: Por favor, agora que vocês voltaram do carnaval (a nossa Tsunami anual, com mais de 600 mortos entres acidentes automobilísticos e homicídios dolosos em todo o Brasil) respondam a minha pesquisa clicando AQUI. São apenas 5 perguntas de múltipla escolha, basta clicar e submeter no final, totalmente anônima e gratuita, não saberei quem participou, não pede email ou outra forma de identificação, não sou parente do Kadafi ou coisa do gênero… Colaborem, por favor.

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Sobre João Canali

Jornalista brasileiro e norte-americano residente em Miami, produtor e apresentador do Seriado Teorias (You Tube).
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5 respostas para Irreverência Tem Limite?

  1. Max Dias disse:

    João, embora a piada e a foto sejam muito boas, essa semana vai ser terrível. A coisa lá no Japão está só começando. O desastre nuclear pelo jeito vai alcançar a escala de Chernobyl, sim. Talvez ainda hoje.

    O êxodo está se transformando em pânico, tanto nos investidores internacionais quanto na população. Há um efeito dominó esperando e as crises de petroleo e de 2008 vão parecer brincadeira. Agora a coisa é REAL, e está acontecendo com a terceira economia do mundo, talvez a mais organizada de todas, que tomou um golpe de caratê, um ippon, direto no peito. Não é mais especulação de bolsa, piramides de Ponzi, ou seja o que fôr que andaram fazendo com o excesso de liquidez. Não saõ espetáculos midiáticos como a metade do que está acontecendo no Oriente. A coisa é REAL, hoje a bolsa de Tokyo caiu mais 10%, somando 16% em dois dias, apesar do 180 bilhões injetados pelo governo.

    Desculpe, não quero ser nenhum profeta apocaliptico, mas não consigo ver de outra forma. Vc., de seu posto mais privilegiado etodo seu otimismo, talvez possa dar uma refrescada nessa visão. POr favor, do it.

    • João Canali disse:

      Max, o número de mortos, oficialmente, já passou dos 5000, mas lamento desconfiar que a coisa chegue a pelo menos 20000 mortos ou talvez mais, devido ao número de desaparecidos. O governo japones está agindo nitidamente, desde o início de modo a não causar pânico… Como se não acreditassem muito na decantada diciplina de seu povo… Vai ver é contenção, quando soltam a franga é de uma vez só e saem fazendo harakiri… Foram anos de preparação com aqueles monstros gigantes (muitas vezes dava para ver o zipper da fantasia…) lutando sobre as cidades japonesas, num claro simbolismo que inimigos japoneses sempre causam terremoto, grandes destruições, que são constantemente pisados por forças colossais.

      Particularmente, estou achando uma coisa estranha, o Japão tem uma população de mais de 126 milhões de habitantes e é menor do que Minas Gerais ou Bahia… Só trinta e cinco milhões vivem em Tokio… Não está faltando gente nessa tragédia?

      Uma Chernobil nocautearia no médio e no longo prazo o Japão? Só se for muito mais forte que aquela outra tragédia… O fato, por mais cruel que seja, é que do ponto de vista econômico, no longo prazo algo assim revitalizaria uma econômia que, por consideração dos economistas, estaria como que estagnada… Se bem que essa visão capitalista de crescimento continuo, dessa bicicleta que não pode parar se não a criança cai, tem sido uma das maiores aberrações que tem sido passada como algo positivo em relação ao sistema… Há de haver uma estabilidade em algum ponto dessa equação!

      Não, não dá para otimismos, o próprio realismo já é o pessimismo em pessoa. Tudo que está acontecendo – não só no Japão – parece coisa que pensavamos pertencer a ficção apocalíptica.

  2. Cesar Barroso disse:

    João,
    O link não está caindo na pesquisa. Cai numa página para se inscrever. Não dá para fazer a sua pesquisa.
    Nossa fragilidade é imensa. A qualquer hora tudo pode acontecer. Os japoneses fazem fila para comprar bolsas de dez mil dólares na Hermès, e no outro dia fazem fila por um copo de água e um pedacinho de peixe. Tudo é absolutamente relativo. Minha percepção da vida muda a cada momento, e isso é bom, porque estou tendo a coragem de aceitar a realidade como ela é. Tudo é passageiro, tudo é tremendamente passageiro. O universo é imenso, mas o meu pedaço é imensamente pequeno. Tenho que me jogar de cabeça nessa imensa tsunami com aquilo que tenho, a minha percepção mínima, mas que é minha, e procurar ser feliz sem querer demais, sem sonhar com eternidade, nem vida após a morte. Que o meu palito de fósforo(e o de vocês) brilhe intensamente durante alguns segundos, e não tenho mais o que desejar.

    • João Canali disse:

      Cesar, provavelmente você entrou pela segunda vez, depois de ter respondido e submetido. Depois que você responde o questionário um cookie lhe é mandado invisivelmente para prevenir que você responda o questionário mais de uma vez. Desculpe o atraso dessa resposta, só agora percebi, a World Press nem sempre manda um email avisando a movimentação dos comentários, uma falha qualquer.

  3. Luiz Camargo disse:

    Max.

    Concordo com seu ponto de vista. O desastre do Japão é capaz de superar Chernobyl. Mas as crises econômicas decorrentes de catástrofes reais são menos penosas do que aquelas decorrentes de bolhas ou excesso de liquidez ou mesmo de processos inflacionários crônicos.

    Veja as guerras por exemplo. É óbvio, houve dor e sofrimento, mas após a segunda guerra a Inglaterra, a Alemanha e o próprio Japão se ergueram. O Japão então saiu das cinzas.

    Já não foi tão fácil assim os USA saírem da grande depressão, a Alemanha sair da hiperinflação de 1922-23 (em que a taxa de aumento de preços chegou a 32.400% no pior mês, correspondendo a aprox. 30% por dia útil) e a Hungria sair da maior hiperinflação da história de 1945-46 (onde no pior mês alcançou a quase inacreditável velocidade de 470% por dia útil). Essa coisa de inflação trouxe mais desgraça, sofrimento e ruina para a humanidade do que qualquer outro fenômeno. Em seus escritos Keynes chega até a brincar, contando que na inflação austríaca um homem prudente, num bar, deveria pedir sempre duas canecas de cerveja ao mesmo tempo, porque o preço da bebida subia mais rapidamente que a sua temperatura.

    Então, em termos de catástrofes, há a experiência e os conhecimentos adquiridos já em vários desastres, inclusive no da própria Chernobyl, que agora poderão ser utilizados no Japão.

    Agora, o lamentável (e curioso) é um mesmo país ir duas vezes às cinzas.

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