A Versão do Teorias

1979 –  Jimmy Carter, havia assumido a presidência americana dois anos antes. Assumiu em meio a uma crise econômica internacional (estagnaflação dizia-se na época) já uma decorrencia das crises provocadas pela OPEP (em 1973), que fizera os preços do barril de petróleo subir a preços nunca antes vistos… os petrodólares invadiram a economia ocidental criando bolhas e inflação, assim como ocorreu a partir do final de 2001 até meados de 2008, cujas consequências sentimos até hoje. Carter denunciava em seus discursos a dependência americana do petróleo do Oriente Médio (os EUA haviam deixado de ser auto-suficientes em 1970) e prometia um esforço tecnológico sem precedentes para a obtenção de fontes alternativas de energia, assim como nos conclamava para realizar menos desperdícios de consumo. Carter obteve grande sucesso ao selar um pacto de paz entre Egito e Israel, esse pacto que na verdade eliminou as guerras de grande porte envolvendo Israel. O Egito era o único país com porte nacional capaz de fazer frente a Israel, isto é, naqueles tempos, hoje nenhum deles o é, até porque, Israel possui  armamentos nucleares. Neste ano os americanos não impedem a queda do Xá do Irã, até então um grande aliado norte-americano na  região, e os aiatolás conquistam o poder naquele país. Logo em seguida, os “estudantes” iranianos tomam a embaixada americana e fazem mais de 50 reféns, iniciando-se uma longa crise que minou a popularidade de Carter, impedindo-o de reeleger-se…

No entanto, o Irã  tornou-se uma grande ameaça a todos os outros produtores de petróleo da região, o chamado fundamentalismo xiita está presente em todos aqueles países, ameaçando monarquias e governos autocráticos… Fundamentalistas pregam a sharia, onde estado, administração pública, leis sociais, política e religião são indissociáveis. Quem manda é o clero.  Nada de ditadores sanguinários mandando construir estátuas em sua própria homenagem ou mandando estuprar as mulheres de inimigos políticos, nem príncipes das arábias tendo Boings 747 como jatinhos particulares. A queda do Xá acabou sendo benéfica ao ocidente, pois, para obter proteção contra a influência da Revolução Iraniana era necessário manter enfraquecido o Irã. Como fazer isso? Preços baixos para o petróleo, única riqueza de todos eles… E o Irã era obrigado a participar do achatamento dos preços, já que, sabotado pelas principais distribuidoras, era obrigado a vender seu óleo abaixo do preço no mercado aberto de Roterdã. Nesse periodo temos ainda a guerra Irã X Iraque, quando, na época, Saddan era um queridinho ocidental. Israel  bombardeou e destruiu uma usina nuclear iraniana em construção e atitudes mais ousadas não ocorreram por conta de uma certa cobertura oferecida pelos soviéticos… Ainda havia a Guerra Fria e, até porque, os iranianos fecharam os olhos durante a ocupação russa no Afeganistão… Mesmo sabendo que soviéticos eram oficialmente ateus e Afeganistãos muçulmanos, seus vizinhos.

Acontece a Guerra do Golfo e o ocidente perde o abastecimento do Iraque, mas, mesmo assim, os preços do barril não sobem o quanto se poderia esperar.

Chegamos na era Clinton, após ,aproximadamente, 20 anos de preços baixos e estáveis do barril… A prosperidade era tanta no ocidente que até uma rede mundial de computadores (muita fibra ótica, cabos submarinos, centenas de satélites dedicados, caríssimos prédios hub, etc…) foi praticamente dada de graça a humanidade em troco da expectativa de negócios que iria gerar. Wall Street queria não ter barreiras e um escândalo foi providenciado para forçar Clinton a não vetar a retirada de restrições e regras à atividade financeira dos bancos. Em decorrência… a bolha da Internet ocorre… os democratas se fortalecem e vão as urnas contra uma verdadeira quadrilha com agenda toda ela voltada a fazer o preço do petróleo sofrer um reajuste, afinal, com preços baixos, o percentual das distribuidoras também era baixo… Formou-se uma aliança espúria e altamente perigosa: produtores (sauditas), distribuidoras (oil sisters) e republicanos (facistoides caipiras e gananciosos). O alvo era o Iraque, que se retornasse ao mercado, depois do embargo ao qual fora submetido, os preços se manteriam baixos por mais dez anos, o que também desagradava os russos em virtude de estarem produzindo cada vez mais petróleo. O Irã, nesta ocasião, começava a vender seu petróleo para o mercado asiático, principalmente os chineses que, nesse momento, começavam a deixar de ser auto-suficientes (hoje consomem todo o óleo produzido no Irã) com o acelerado crescimento de sua economia. Estavam assim fora do mercado principal da OPEP, liberando essa para articular uma retomada dos preços depois de 20 anos de preços baixos, repito. Foi preciso uma fraude eleitoral das mais escrachadas… Bush ganhou e fizeram tudo que era necessário para aumentarem o preço do barril e garantir uma presença militar colada ao Irã, que, como era de se esperar, capitalizado com os dólares amarelos, voltou a carga… Alguns tecem a possibilidade de que o objetivo iraniano ao tentar expandir sua revolução fundamentalista, seria instalar um controle religioso sobre a região onde está Meca, derrubando a monarquia saudita, por motivos óbvios… eles, de fato, parecem acreditar em suas crenças religiosas, o que os torna mais perigosos ainda, claro, a partir do momento que não compartilhamos de suas crenças. Mais fácil seria lidarmos com religiosos a moda ocidental, que não são loucos a ponto de tomar ao pé da letra o simbolismo religioso que usam para trabalhar.

Encurtando… Estamos em 2010, as predições sobre as mudanças climáticas que ocorreram no planeta com o aquecimento global parecem irem se confirmando uma a uma. Temos quebras de safras em diversas regiões do planeta e uma seca na Rússia que causou diversos incêndios, obrigando os russos a interromperem a exportação de seus grãos, para que não faltasse alimentos para eles mesmos. A OPEP parece determinada a não permitir que os preços do barril, estáveis desde o último semestre de 2008, deixem de acompanhar a reação das economias ocidentais, o que evidentemente retardaria o processo por muitos anos… Alegam (como foi divulgado essa semana  em documentos provenientes do Wikileaks) que seus poços não podem ser forçados a produzir mais em função de detalhes técnicos de extração, mas, na verdade, não querem favorecer nenhuma recuperação econômica nos próximos dois anos em função de suas alianças com os republicanos que querem retomar o poder a qualquer custo nas próximas eleições. Uma não recuperação econômica seria fatal para as pretensões de Obama de obter um segundo termo.

Então, com os preços em alta dos combustíveis e mais a sua falta no mercado, o preço dos alimentos sobe de uma maneira perigosa, principalmente em países onde a maior área territorial é coberta de desertos e que ao longo do tempo, seguindo uma tendência mundial, a população foi morar em cidades… Quem? Os vizinhos pobres de quem manda na OPEP.

Diante o ocorrido na Tunísia, sabia-se o que ocorreria no Egito… Poderiam facilmente contornado a situação com dinheiro para subsídios à comida e carregamentos de grãos… Era o mínimo que se esperaria para ajudar um aliado tão fiel e importante, até porque ali se controla o Canal de Suez , gargalo de todo o petróleo que vai para a Europa… Mas não… A opinião pública mundial é conduzida para participar de uma arruaça em uma praça horrorosa… A mídia só faltou distribuir maquiagem para cara-pintadas, para que cada virtual ativista pudesse se pintar diante as telas de LCD de computadores, televisores e celulares… Ok… de Ipads também. O mundo se dá conta de como estamos viciados em usar a Internet e fica indignado por vê-la travada no Egito, como se isso não acontecesse o tempo todo na China e em diversos países que tem medo de pornografia (tente acessar um site XXX em Dubai). O mundo depois de 30 anos descobre que existe Mubarack e que ele, apesar das eleições de fachada, é um ditador… Deixam de falar do estopim que fez os egípcios, eles mesmos, descobrirem que estão sendo oprimidos por um governo autocrático… Não é um pão 100% mais caro, é um anseio indômito por democracia e uma liberdade que eles mesmos, em maioria, nem sabem como funciona… Bush se aproveitou do 9/11 executado por uma maioria de 19 sauditas para atingir o objetivo de aumentar o preço do barril de forma permanente, Obama se aproveita da fome dos egípcios para fazer ver aos sauditas que suas simpatias pelos republicanos pode lhes custar o trono… Lembrou-lhes que não devem temer não só fundamentalistas, mas democratas também… Foi arriscado… os sauditas chegaram a oferecer a mesma quantia que os americanos dão atualmente aos militares egípcios… mas, viram que o buraco é mais embaixo, que não teriam como sustentar a estabilidade egípcia sem a logística do governo americano…

Deu certo, hoje mesmo o preço do barril caiu, mesmo antes do anúncio, o mercado, provavelmente, foi informado que haveria aumento de produção, as bolsas subiram e a economia vai decolar finalmente…

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Sobre João Canali

Jornalista brasileiro e norte-americano residente em Miami, produtor e apresentador do Seriado Teorias (You Tube).
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6 respostas para A Versão do Teorias

  1. Max Dias disse:

    Genial, genial, genial seu post de Hillary como Salomé, João. Meus parabéns! A unica diferença é João Batista era um “santo”…
    A engenharia politica israelense deve estar de plantão, saindo fumacinha dos cerebros sabras. Qualquer descuido, Israel vai ter descer do onibus double-deck, onde ocupa todo o segundo andar…

    • João Canali disse:

      Max, Mubarak também era um “santo” para os sauditas e os israelenses… sempre lembrando que tanto judeus quanto muçulmanos não comem carne de porco. Agora a lembrança de um efeito Orloff foi todo para um Faisal, amanhã é uma cabeça coroada daquelas que vai estar na bandeja… caso não entenda a necessidade de uma recuperação urgente do ocidente, até mesmo sob o ponto de vista que se alguma coisa tem que ser feita para se evitar a fome que derruba ditadores e reis, terá que ser feita por gente que tem tecnologia e capital, principalmente o último… Fora o argumento puramente político do interesse de democratas e republicanos, existe também nesse momento a visão de salvamento planetário… Ninguém na verdade pode afirmar que sabe o que está acontecendo, pode suspeitar, mas certeza não… O fato concreto é que algo está ocorrendo e temos que estar inteiros para enfrentar seja o que for. A tecnologia de camelo só serve se houverem oasis para se chegar… Em suma, o oasis tem que existir.

  2. cesarbarroso disse:

    João,
    Fantástica a sua análise. Muito boa mesmo.
    Mas, não se engane: o povo quer é comida na mesa. E quando falo povo, falo a humanidade, pois por mais que estejamos longe da fome, não custa muito ela pegar o primeiro mundo também, e aí voltarmos à barbárie num instante.
    Não se engane, reoito: quando a fome aperta, democracia é a primeira a sair pela janela. A humanidade entrega satisfeita seu destino na mão de um déspota, para ter a panela cheia. Pisa-se na carótida do vizinho como numa manga podre jogada no chão. O dedo-duro não volta mais a ser flexível. Entrega-se a própria mãe por um prato de comida, desculpe-me a dureza.
    E é justamente para afastar esse perigo; justamente para ficar o mais longe possível da possibilidade de virar uma população sudanesa, que o homo-petroleum não quer nem saber de sobrevivência do planeta. Farinha pouca meu pirão primeiro. Eles vão fazer ABSOLUTAMENTE TUDO para tirar cada gota de petróleo de debaixo da terra.
    Concordo com você: é Obama contra mais um caipira Bush, ou alguém que não está entendendo direito o que acontece, com Sarah Palin, mas que se joga nessa onda porque é a boa. Israel com todas as suas bombas atômicas que se cuide. Parece que eles estão começando a perceber que, quando se trata de sobrevivência política(nesse caso a do Obama) o buraco é mais embaixo.

    Max,
    Aplaudo junto, e já coloquei a charge do João no meu facebook.

    • João Canali disse:

      Cesar, se trata de uma oportunidade única de vermos como a grande mídia segue ordens expressas das centrais de inteligência, algo além do natural follow up em relação as principais agências de notícias que obviamente é onde está o controle maior. Agora mesmo acabo de comentar no Globo online pedindo informações sobre como ficaram os preços e a distribuição dos alimentos no Egito, nesse momento que a manobra se finaliza… já que o sistema marinho de notícias possui correspondentes na região… Cheguei a sugerir que a informação fosse buscada a revelia da orientação da casa, como prova de capacidade e independência profissional e que seria algo que os patrões nem notariam.

      Mas, tenho lido muito os comentários do online, já que nessas questões do Oriente Médio temos um reflexo de várias tendências no público brasileiro, inclusive, influenciados por suas ascendências étnicas e familiares. A coisa é bem variada… No entanto, ninguém ali também atinou com os fatos…

      A esquerda brasileira está confusa com a situação, aliás Obama os deixa confusos e pisando em ovos. Se por um lado Obama representa o imperialismo yanque que aprenderam a odiar a vida inteira é, também, em si mesmo um símbolo de vitória contra os piores inimigos do capitalismo selvagem, dos que oprimem o povo que, na versão brasileira, possui a cor escura… Obama é para eles uma espécie de vitória do possível que não se pode ou deve ser confrontado diretamente. Temos também que a maior parte da esquerda brasileira está empregada em um governo o qual se sentem em casa e que, também, para eles, representa a vitória do possível… Resultado, vão desviar o assunto para o confronto com Israel, outro presente em sua galerias de vilões de carteirinha (outro dia alguém nos comentários do Online sai-se com uma ótima… que os judeus eram iguais aos muçulmanos, tão fanáticos quanto, a diferença seria apenas que as muçulmanas usam véus e as judias aquelas perucas ridículas, porque só seus maridos poderiam ver seus cabelos… o cara tinha visto judias usando perucas em Zurique, assim como nós já vimos tantas vezes por aqui em Miami… a colônia judaica brasileira é bastante evoluída em costumes e dificilmente vemos essas aberrações fanáticas por lá… Daí essa visão comparativa não ficar clara para os brasileiros quando analisam o perrengue entre esses dois povos… duas faces da mesma moeda que bem se expressa em Jerusalém entre minaretes e sinagogas… com gente parando tudo as 5PM para se virar em direção a Meca e outros de cara para a parede parecendo querer dar cabeçadas na mesma…) coisa que vem do tempo que a União Soviética, seus antigos inspiradores máximos apoiavam o Egito, Líbia e diversos outros países árabes para desestabilizar a região de onde provinha a energia ocidental… Israel ficou inimigo deles desde então. Olhando para trás, analisando os jogos políticos da Guerra Fria, chega a tudo parecer uma grande infantilidade… Valendo para os dois lados, havia um limite do que poderiam sacanear, coisas intoleráveis cuja resposta seria o confronto nuclear que ambos temiam. Então havia uma gray area, um playground de disputas onde um tentava ferrar com o outro… aqueles personagens da revista Mad, os dois espiões, um igualzinho ao outro, sendo que a diferença era apenas a cor da capa de cada um… Seguindo ainda essas heranças da esquerda brasileira ainda pude detectar nos comentários do Online o pessoal que torce pelos fundamentalistas islâmicos, não importando quão distantes culturalmente esses sejam do que seria um esquerdista brasileiro típico, se são contra os americanos e os judeus viram heróis no dia seguinte.

      Voltando a imprensa… Os editores, o pessoal responsável pela direção do marketing ideológico global, sumiu com qualquer boa interpretação do que se passa no Egito… Estão focando a coisa do ponto de vista que se há ditador (Chavez e uma possível ilação com uma mudança de comportamento de Dilma…) o povo se revolta e derruba. Daí a coisa se transforma em uma grande vitória da democracia, se combinando assim com a visão dada pela imprensa internacional… Execraram de maneira destoada a proibição que o governo egípcio fez do uso da Internet, quando percebeu que os cabeças do movimento popular estavam usando esse meio para organizar as passeatas… Controlar a Internet tem sido feito por diversos países de forma integral ou parcial… aquilo não representava nenhuma novidade para tanto alarde, mas, foi equiparado de forma subliminar as tentativas de Chavez anular a oposição que sofre da mídia venezuelana… E sim, a mudança de nome de “presidente” para “ditador” foi totalmente adotada… como aconteceu com toda a grande imprensa ocidental de forma praticamente combinada e simultânea, o que me causou surpresa em relação a eficiência do comando. Deve ter caído a ficha para muita gente nas redações, mas de barriga cheia, como você bem o disse…

  3. cesarbarroso disse:

    João,
    Pensando bem, o que os egípcios fizeram se compara à Revolução Francesa, sem Robespierre nem guilhotina. Luis XVI conseguiu escapar porque não precisou colocar suas barras de ouro na traseira de uma carruagem dedo-duro. O dinheiro foi na frente. De resto, foi o movimento popular mais espetacular desse século, talvez dos últimos cem anos.
    Eu sempre sonhei com um movimento desse no Brasil. Lula tirou a pressão da panela com a ascensão das classes baixas.

    • João Canali disse:

      Foi algo em torno de 300 mortos, a troca pelo meia-dúzia até que saiu caro… Convenhamos que em nossa redentora os militares não ficaram de braços cruzados esperando alguém decidir que o poder seria deles… Bom, em compensação no Egito eles só querem ficar 2 meses e os nossos milicos ficaram 20 anos…

      Mas, a comparação com a Revolução Francesa está certa em relação ao tempo necessário para o encontro de uma real democracia no Egito… Aos franceses custou ainda passar pelos revolucionários e seus barbarismos diversos e um Imperador, Napoleão… como se não tivesse sido suficiente a experiência que tiveram com séculos de absolutismo monárquico… Seus burgueses precisaram de muito iluminismo e doses cavalares de Revolução Industrial para finalmente implantarem um regime que se pode chamar de democrático… ou melhor, desses que tentam a democracia, enfim, o melhor que conseguimos.

      Agora, engraçado é que o preço dos alimentos tenha precisado triplicar (essa informação quantificadora saiu meio que de soslaio, algo que furou o cerco subliminar da CNN…) para eles se lembrarem que havia uma ditadura disfarçada que elegia o ditador em todas as eleições… Mubarac com seus 98% de votos a favor no auge do sucesso só perdeu para o imbatível recorde de Saddan: 100%

      A alienação da classe dominante em relação aos efeitos da fome é de fato impressionante… Voltando a Revolução Francesa… Me lembro que a reação de Maria Antonieta a informação de que o povo passava fome, devido a escassez de pão, foi perguntar: Por que não comem brioches?

      E por falar em classe dominante… Espero que o responsável pelos tesouros históricos do Egito, uma figura popular no Egito e que era, aparentemente, bem quisto por Mubarak, tanto assim que este o colocou em um cargo ainda mais importante nos dias finais de seu governo… semana retrasada… tenha um destino merecedor de sua capacidade de defender aqueles tesouros e o povo egípcio… Ele era figurinha fácil em diversos documentários da NatGeo, do Discovery Channel, BBC e History Channel, quando assunto eram as pirâmides e outros patrimônios históricos do Egito antigo (hoje da humanidade, pelo menos sentimentalmente…). Uma ocasião, em um documentário que mostrava como haviam construído as grandes pirâmides, uma reconstituição maravilhosa… Esse cara (não me peçam o nome…) se dirigindo as câmaras fez um discurso maravilhoso… Algo assim: “Vocês devem esquecer deuses astronautas, Atlântis e alienígenas em geral, quem construiu as pirâmides foram meus antepassados, os antepassados do povo egípcio, nós tivemos uma grande civilização e hoje sabemos tudo o que eles fizeram para construir esse grandes e preciosos monumentos…” Só faltou acusar os ocidentais de serem racistas, por não acreditarem que moreninhos tenham feito algo significativo e de real importância para o conhecimento humano… Bom, foi mini-imperador (alguém já de perto o uniforme original do general? não há quem não ria…) Napoleão que mandou desenterrar as pirâmides… se é que temos que nos lembrar dos franceses…

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