Otimismo. Apenas um Placebo?

Com a colaboração do nosso companheiro Max Dias trago para vocês um vídeo da BBC  que nos enche de esperança e certeza de que o ser humano, apesar de todas as suas guerras, crenças e ideologias fanáticas e fantásticas, burras e equivocadas faz mais pela existência de sua espécie do que qualquer outro animal. Podemos morrer pelos efeitos de uma superpopulação, mas também pode ser que tenhamos mais chances de preponderar por mais tempo se formos muitos…

Pessimistas ou, simplesmente realistas não impressionados, poderão estar lembrando nesse momento que o ser humano é como o político administrador safado do tipo “rouba mas faz” e que a conta do custo de ter conseguido todos esses feitos começa a ser paga nesse momento da história, basta lermos o que esse link,  mandado pelo César Barroso, nos conta.

Para não chegar a conclusão alguma nesse momento vou pegar emprestado o gráfico desse inglês, imaginar que esse período que ele aponta bate mais ou menos com a introdução dos cigarros de papel no mundo e teorizar que todas essas conquistas foram em função da nicotina em nossos cérebros… Se esse gráfico despencar nos pés do inglês em um próximo vídeo que ele não conseguirá mostrar, significou  que os anti-tabagistas venceram. ;-)-‘

P.S.:  Tudo indica que a fome apertará esse ano… Que os sauditas não estão cedendo a pressão para aumentarem sua produção de petróleo e fazer os preços baixarem para permitir a decolagem da economia ocidental, que está parada na cabeceira da pista com os motores ligados… O já escancarado conluio de sauditas, oil sisters e republicanos, que nos aflige a uns 13 anos (Bush 1, 9/11, Guerra ao Terror, Iraque, Bush 2, crise financeira, Sara Palin, etc…) poderá assim impedir que Obama se reeleja… Dilma é pé frio e a seleção do Brother perde para França… pior, novamente dando toda as indicações que o nosso futebol dependia da pobreza de campinhos e da habilidade adquirida com bolas de meia… Que o Brasil para ser o país do futebol, tem que voltar a ser tão miserável quanto era… Ou seja… apenas uma teoria chata…

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Sobre João Canali

Jornalista brasileiro e norte-americano residente em Miami, produtor e apresentador do Seriado Teorias (You Tube).
Esse post foi publicado em Comentários Políticos, Ideias, Política Internacional. Bookmark o link permanente.

8 respostas para Otimismo. Apenas um Placebo?

  1. cesarbarroso disse:

    Grande descoberta do Max esse vídeo! Muito lindo e explicativo.
    Aos trambolhões, a gente avança. Até quando é que não sabemos.
    É fascinante, principalmente para quem está vendo tudo isso desde uma daquelas bolinhas de cima.
    Impressiona também o que a nicotina conseguiu fazer no cérebro do João: convencê-lo de que ela tem benefícios.
    Se emenda, João!!!! ;o))

  2. João Canali disse:

    Cesar, a nicotina também deve ter feito alguma coisa com o seu cérebro, ao que eu saiba você continua comendo tomate, batata, pimentão e – não adianta esconder – aquela droga da pesada que eu abomino, a beringela. Todos esses vegetais também contém nicotina, não só o tabaco. Agora, nada posso fazer se a minha dose de nicotina é superior a dose que você ingere. 😉

    E por falar em dose elevada de nicotina… Obama deve ter acendido hoje uns bons cigarrinhos nas varandas da Casa Branca com a vitória de hoje… os preços do barril já baixaram… comento em post separado.

  3. Max Dias disse:

    Por falar em nicotinas, acabei de ler um livro perturbadoramente genial. Chama-se “O Incrivel Congresso de Futurologia”, escrito originalmente em polonês, em 1970, por Stanislaw Lem, o mesmo autor de “Solaris” (que teve duas versões filmadas, nenhuma delas tão boa quanto o livro). A tradução para o português é magnífica, feita por Donaldson M.Garschagen (que não tenho idéia quem seja).

    O livro só tem um capítulo, escrito delirantemente por um sujeito, um futurólogo, que vai a um congresso na Costa Rica, sofre um atentado, é congelado e é ressuscitado décadas depois, numa Nova Iorque limpissima, cheia de pessoas educadíssimas, de parques enormes, sem congestionamentos e com tudo que qualquer sujeito pode sonhar, a custos ínfimos. Depois de um tempo, ele começa a desconfiar e acaba descobrindo que tudo não passa de uma alucinação induzida por inumeras drogas colocadas na água, no ar e qualquer via que atinja a população. Consegue um antídoto, e de repente vê a realidade, um mundo de 30 bilhões de pessoas, onde os mais luxuosos restaurantes são de fato taperas imundas onde a lagosta na verdade é uma mistura de porcarias, verdadeira junkfood, ou garbage food se preferir, nada parecido com o visual provocado pelas drogas introduzidas secretamente pelo Estado, ou a versão futura deste.

    A excitação e o modo exagerado desse sujeito ao analisar o passado e o futuro estatistico das gerações me lembra esse texto de Lem. O otimismo exultante, a grande flecha vencedora que resulta das bolinhas saltitantes, tudo tem cara de propaganda, a grande droga do século XX. Daí é um pulinho para as drogas reais, não só as ilegais, mas principalmente as legalizadas, as fluoxetinas, as centenas de combinações psicoquimicas que existem hoje. Os antipsicóticos, os anticonvulsivos, os antidepressivos, antiansioliticos, enfim, essa fantástica farmacopéia de inibidores da realidade, incluindo novelas, soap operas e quejandos, tudo isso, mais a lucidez de um Oliviero Toscani, me faz pensar que o livro de Lem tem lá sua razão, e Pierre Laboriaux, nos idos dos anos 60, estava QUASE certo ao propor diluir essas drogas (ou as que existiam na época) na água das cidades.

    Otimismo e e negativismo podem ser induzidos, até racionalmente, como faz esse individuo do clip, numa forma vertiginiosa e aparentemente analítica, isto é, sem nenhuma proposta. Mas só a seleção e a organização dos dados já tem uma proposta!

  4. cesarbarroso disse:

    Max,
    Excelente comentário.
    Essa questão das drogas, abordada inicialmente em “O Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, poderá ser a nossa saída, de vez que não nos conformamos em que temos que buscar a verdadeira saída através das soluções racionais. Não nos conformamos ou não conseguimos nos desenroscar do novelo em que nós mesmos nos enrolamos.
    Como você, vejo as soap operas exatamente como mais uma das manifestações de fuga, de engodo, assim como a cobertura da CNN da crise do Egito. Tudo o que importa é o oba-oba, não uma análise séria de causas e efeitos. De uma hora para outra o aliado Mubarak virou déspota… Tudo é festa, tudo uma cortina de fumaça.
    Aqui na vizinha Fort Lauderdale, vem gente de todos os Estados Unidos, muitos de carro, para nas “clínicas de dor”, comprar legalmente, com receita médica, drogas para as mais diferentes maneiras de fazer a sua realidade horrível ser mais palatável. Esta tendência está em alta há anos. Houve planos na década de 70, em colocar LSD nas caixas d´água de cidades.
    Vejo esse líndo vídeo da BBC – http://www.youtube.com/watch_popup?v=2HiUMlOz4UQ&vq=large – me pergunto se não estaríamos melhor se não tivéssemos saído da África. Não teríamos Mozart nem penicilina, mas talvez seríamos capaz de ver o sentido da vida, mesmo morrendo aos 40 anos.

    • Max Dias disse:

      Caro César, o video é maravilhoso realmente, todo ele uma fotografia de milhões, de anos e pessoas.

      Vc lembrou muito bem Huxley, que, com o “soma” do Brave New World introduz essa idéia de atenuantes da realidade para suportar a “evolução”, seja qual fôr. No caso da história do livro, uma sociedade baseada uma réplica moderna das castas indianas, com sutilezas de adaptação muito perturbadoras. E Huxley foi muito adiante, ao descobrir a mescalina e o LSD. Em “As portas da Percepção”, escrito há mais de 60 anos, descreve o primeiro contato com a mescalina e depois, em outros textos, as qualidades de outros alucinógenos dos cogumelos (a psilocibina dos astecas). Quando morreu, de cancer na garganta, passou seus ultimos dias sob ação do LSD, que dizia ser o “soma” que sempre procurara. Era um verdadeiro místico das drogas.

      Mas, falando assim, dá impressão que estou defendendo a alienação das drogas, como um participante do antigo “soc.culture.brazil” que era capaz de escrever, durante dias, mais e mais alfarrábios sobre as qualidades da maconha. João deve lembrar do Gafanhoto, um típico brasileiro, esperto e mais dialético que Engels.

      Não, não acho que isso possa ser uma solução. Talvez, nas grandes concentrações, um atenuante do inevitável stress, no máximo. Citei Oliviero Toscani, que vc evidentemente conhece como fotógrafo, mas me lembro de uma apresentação dele no Roda Viva , onde deu um banho no Zaragoza da DPZ, mostrando e demonstrando como a propaganda podia ser uma provocadora de frustração, revolta, desajustamento social e suícidio. Publicou até “A Publicidade é um cadáver que nos sorri”, um livro muito lúcido sobre as enganações que sofremos.

      Não tenho a menor idéia qual a solução, e concordo com vc que estamos num ponto da curva em que pouquissimo pode ser feito, a não ser continuar acelerando. Vamos bater em algum lugar, lá isso vamos…

  5. cesarbarroso disse:

    Max,
    Tive durante alguns anos relações com maconheiros de carteirinha assinada. Essas pessoas consideravam a erva como algo quase sagrada e mantinham um relação pessoal com ela. Consideravam uma traição deixar de fumar. Fico pensando, hoje, o que os levava a isso. Tem uma jovem na minha família que namorou um rapaz com boa formação, profissional liberal, que não admite parar de fumar maconha. O que será no futuro, quando houver a liberação das drogas?
    Sou a favor, como já deixei claro nesse blog, do desenvovimento de novas maneiras de pensar, de agir, e consequentemente, de relacionamentos humanos. Fico agredido em pensar que precisaremos de estímulo químico para amar. Mas, o que estou dizendo!!! Em poucos anos precisarei do Viagra…
    Quanto à questão da publicidade… Ela pode fazer qualquer coisa conosco. Estive há pouco em Detroit e vi o estado de calamidade de quase toda a cidade. Coincidentemente, no domingo passado a Chrysler apresentou durante o Super Bowl um comercial – http://www.youtube.com/watch?v=SKL254Y_jtc – com mais de seis milhões de visitantes no YouTube, em que convence qualquer um que Detroit JÁ se recuperou, o que não é verdade… longe disso…

    • João Canali disse:

      Existem engodos de todo o tipo, nenhuma cultura desenvolveu uma fobia social contra inverdades, talvez por conta das religiões ou, quem sabe, de uma certa necessidade de escapes que todos nós temos, não sei… Hoje, assistindo ao Fantástico me lembrei de um grande engodo que ocorre no Brasil em forma de regulamento… Fizeram uma reportagem sobre as péssimas condições das Vans que levam as crianças as escolas do país… Lá pelas tantas mostraram o indefectível extintor vencido em um daquelas carros do possível…

      Quando comprei o meu primeiro carro americano há uns 16 anos atrás, procurei feito um doido onde estava o extintor do carro, cheguei a pensar em voltar no dealer que me vendera o veículo para reclamar, afinal aqui já tinha verificado que as multas aqui eram pesadas… Quando um amigo, que já morava aqui a mais tempo, me informou que o uso de extintores era desaconselhado e que não era de uso obrigatório… Por um simples motivo, aliás por um óbvio motivo… Se o carro pegar fogo não é aconselhável ficar perto do mesmo devido ao perigo de explosão do tanque… O herói vai estar jogando o pó químico no fogo aparente enquanto o fogo escondido estará indo em direção ao tanque… Se o carro pegar fogo o esforço de pegar um extintor deve ser usado para se correr para bem longe do veículo, que se dane a companhia de seguro… Ah… e se tiver alguém da família preso em ferragens? Tente liberar a pessoa e puxá-la para longe, se você consegue pegar um extintor, consegue pegar a pessoa… Se não for da família, não tente enfrentar o que você não está preparado para enfrentar, pois haverá o risco então de haver mais vítimas, você e sua familia que ficará sem a sua presença… O extintor é um incentivo as pessoas correrem riscos desnecessários e autoridades responsáveis não podem criar regras que exponham a vida das pessoas… Mas, não faltará gente que defenderá os empregos (aquela indústria asquerosa de fabricantes de produtos defasados que existe as custas de impostos aduaneiros aviltantes, fiscais do Detram e PMs achacadores…) que os extintores geram.

      Eu defendo a liberação total das drogas e, coerentemente, acho uma covardia social, uma aberração contratual (entre sociedade e indivíduo) processarem quem tentou o suicídio e falhou. A humanidade sempre se drogou, assim como em todas culturas verificou-se mitos relativos a uma suposta vida além da morte, também encontraram o consumo de uma planta qualquer com propriedades inebriantes… Os camaradas que estragam suas vidas e de suas famílias com o abuso de drogas permitidas e proibidas vão existir sempre, assim como cardíacos, neuróticos e cancerosos.

      O Huxley falhou na descrição do Admirável Mundo Novo, na minha utopia somos senhores de androides que fazem os trabalhos chatos e acordam cedo e existe uma anti-droga, ou seja, a droga da caretice… Está muito doido? Tem que voltar prá casa? As pessoas lhe enxotam? Tome a pilula da caretice, em dois minutos todos e quaisquer sintomas inebriante desaparecem… Café forte é muito fraco e não adianta diante qualquer droga mais pesada. Enquanto não inventarem essa pílula (talvez quando deixarem de exigir extintores nos carros brasileiros) vamos ter que conviver com pastosos bêbados e gente repressora que se incomoda com o prazer alheio munidos daquela coisa chata que é a pretenção de nos alertar sobre os riscos a nossa saúde, como se não soubessemos e já não tenhamos feito uma opção da qual na hora do sofrimento nos arrependeremos, faz parte.

  6. cesarbarroso disse:

    As drogas legais também são responsáveis por alteração de comportamento. Esse alto oficial da Força Aérea do Canadá, que inclusive pilotou levando a rainha da Inglaterra, pode ter se tornado tarado sexual e assassino depois de um tratamento com prednisone e outros remédios para dor, conforme artigo do MSNBC: http://www.msnbc.msn.com/id/41665374/ns/us_news-crime_and_courts/

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