Salvare ou UNmoney? Escolham o nome.

O clima no mundo continua maluco e isso só tem uma coisa de bom, falar do tempo não é mais coisa de quem não tem assunto, virou discussão da boa… Temos 3 instâncias nessa discussão:

1 – O que observamos é natural e já ocorreu diversas vezes no passado longínquo ou recente ou já são sintomas do aquecimento global? Tudo não passa de alarmismo, jornais querendo vender exemplares e sites online querendo obter hits para assim conseguir mais anunciantes ou, na verdade, o que está sendo noticiado é pouco, os governos não querem pânico e as companhias de petróleo, as mais ricas e bandidas do mundo, ameaçam tirar seus anúncios de quem ficar dando trela a esse assunto?

Vencendo os argumentos do aquecimento global, entramos na fase dois…

2 – O aquecimento global é conseqüência das ações poluidoras do homem ou o aquecimento é provocado por ciclos da própria natureza ou mesmo ocasionais orgasmos eruptivos da nossa estrela doméstica?

E… nesse ponto, antes da terceira fase…

2.5 – O argumento relativamente recente e ousado que afirma que deveríamos estar, na verdade, entrando em uma era glacial, das várias que a ciência determinou já terem ocorrido no passado, mas, que o efeito estufa provocado pelas conseqüências da revolução industrial estaria, paradoxalmente, nos protegendo do frio…

3 – Podemos fazer alguma coisa para deter isso? Para reverter essa situação? Muitos já teriam saído na fase 1 dessa conversa, a fase 3 é somente para apavorados… E invariavelmente todos concluem que não há dinheiro para enfrentar o aquecimento global, nem que seja para regular o aquecedor, admitindo-se a hipótese da fase 2.5 como correta… Que os países ricos não podem parar, que o capitalismo sem aumento de consumo implode e que sem capitalismo é melhor então não viver, pois não haveria liberdade política ou individual sem aquela “gananciazinha desmedida” que envolve a coisa… deixa aquecer, até torrar tudo…

O Salvare ou o UNmoney entram nesse ponto… Que negócio é esse de não ter dinheiro se o assunto for a salvação do planeta? De que valerá o dinheiro se não estarmos vivos para usa-lo? Isso não é próprio da criatura que, a força computacional de reles máquinas de calcular, foi capaz de chegar na Lua e extrair eletricidade da energia atômica. Seria isso já consequência da diminuição do uso da nicotina em todo o planeta? Um emburrecimento global? Bate com o fato da China estar crescendo tanto em detrimento dos demais países, eles fumam muito… Nossa geração merecia assistir outro grande acontecimento ou feitos da inteligência humana… Algo tão simples que até os entorpecidos pela adrenalina proveniente de corridas e exercícios físicos da chamada geração saúde pudessem entender…

Por que a ONU, junto ao Banco Mundial  não lançam uma moeda planetária, emitida por eles para bancar qualquer despesa referente a fazer frente a uma ameaça global? Uma moeda conversível a qualquer outra moeda do planeta. Dinheiro necessário para pagar aqueles que construíssem árvores artificiais de captura de CO2, espalhando-as por todo o planeta; as centenas de mísseis que tentariam destruir um asteróide que viesse em direção a Terra, que bancassem os cata-ventos que se espalhariam pelos oceanos para produzir a eletricidade que substituiria o petróleo e o carvão e tantos outros projetos ousados e caros de interesse de salvação mundial. A ONU não é um país, logo, ao emitir dinheiro (eletrônico, claro está, não há necessidade de imprimir papel moeda, essa coisa arcaica que só serve para sonegação de impostos) não estaria causando inflação, ninguém sairia no prejuízo, muito pelo contrário, empresas de todo o mundo, indistintamente, disputariam as concorrências propostas…

Se alguém pensou, dentro do pacote de usos para a nova moeda, resolver a fome na África e outras mazelas internacionais, pode desistir (a invenção é minha!), o  Salvare ou o UNmoney  seria de uso exclusivo de grandes projetos de salvação planetária, caso contrário voltaríamos aos mesmo problemas que encontramos no nordeste brasileiro, por exemplo, onde as “ortoridades” locais se apropriam dos recursos e isso acabaria desmoralizando totalmente a iniciativa, que visa simplesmente acabar com essa percepção idiotizante que não teríamos como salvar o planeta por falta de dinheiro…

Talvez os que se conformam com a idéia que alguém possa morrer por falta de dinheiro para pagar uma operação muito cara sejam contra essa proposta que ora apresento ao mundo, em um evidente ataque de megalomania, e que ainda têm a petulância de perguntar qual o nome preferido para a nova moeda… Salvare (do latim, que significa salvar… afinal sou descendente do Império Romano…) ou UNmoney (afinal moro em outro império, que ainda não acabou…) que não quer dizer o “não dinheiro” (até poderia…) outrossim, o dinheiro das Nações Unidas.

O ganhador do concurso do nome da nova moeda, além de ajudar a salvar a vida de possíveis descendentes e quem sabe, com um pouco de falta de sorte, a própria vida, ganhará um tour humanitário ao Afeganistão, Iraque, Egito, uma estadia na fronteira do Sudão como o Sudão do Sul, esse novíssimo país. Como grand finale, participar de um baile funk em uma “cúmunidadi” carioca a ser escolhida… Isso com 500 mil “salvares” ou “unmoneis” no bolso para pagar todas as despesas, como prêmio adicional. Aproveitem enquanto a moeda não existe, depois eu não terei como pagar a premiação.

OBS: Pelas normas do concurso é proibido desistir de salvar o mundo depois do tour de premiação.

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Sobre João Canali

Jornalista brasileiro e norte-americano residente em Miami, produtor e apresentador do Seriado Teorias (You Tube).
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7 respostas para Salvare ou UNmoney? Escolham o nome.

  1. evandro barreto disse:

    João Canali,

    Sugiro que a moeda da salvação receba o nome de “Shaw”. É curto, sonoro e homenageia George Bernard Shaw, que, entre outras mil sacadas lúcidas e brilhantes, deixou registrada para a posteridade, a observação abaixo:

    ‘Nada prova que o seu humano venha a ser a última experiência da natureza”.

    • João Canali disse:

      Evandro, nada contra a homenagem que tem tudo a ver, mas há um problema de concordância de plural com o nome “Shaw”. Não podemos nos esquecer que será uma moeda internacional, que será pronunciada em diversas línguas… Como colocar Shaw no plural e acertarmos a concordância, por exemplo, para dizermos “5 milhões de Shaw”? Tudo bem, eu sei que os brasileiros não teriam esse problema, já que estão acostumados com os camelos gritando… “Ai minha tia… é só dez reau…” Aliás, acredito que da classe média pra baixo ninguém fale “dez reais”. No Jornal Nacional, como será que narrariam: “A ONU acaba de liberar 5 bilhões de Shaus”? Eles teriam que apelar para uma “lusitanidade” horrível: “A ONU acaba de liberar 5 bilhões da moeda Shaw”.

      De qualquer forma, você deu uma passo decisivo para ganhar o que seria os 500 mil “Shaus” do prêmio. 😉

  2. cesarbarroso disse:

    João,
    Defendo a pedida do Dodô, no que diz respeito ao plural da moeda.
    Na Itália, por exemplo, o “Euro” não tem plural, que em italiano seria “Euri”. Mas, não: são “uno Euro”, “due Euro”, e assim por diante.
    “Shaw” sem plural soaria bem.

  3. evandro barreto disse:

    Colé o pobrema?
    Em inglês, two shaws como two dollars;
    Em anglo-tupiniquim, dois shaws com dois shows;
    Em italiano, o Cesar já mostrou a solução;
    E em francês não conseguirão pronunciar nem no singular.
    Enfim, the shaw must go on.

    • João Canali disse:

      O que seria um bom argumento a favor de Shaw, no entanto, vocês não usaram… Vejam a definição de Shaw no dicionário:

      1.
      Midland U.S. a small wood or thicket.
      2.
      Scot. the stalks and leaves of potatoes, turnips, and other cultivated root plants.

      Traduzindo um dos significados, a palavra “thicket” temos…

      thick•et

      a thick or dense growth of shrubs, bushes, or small trees; a thick coppice.

      Vejo um simbolismo aí muito maior que a origem ligada ao autor… O fato de ser um vergetal, algo verde como o movimento Green Piece e a cor que simboliza o dinheiro… Shaw seria também uma pequena árvore, um arbusto… Epa! Daria para vetá-lo só por lembrar por tabela o nome Bush… Que misteriosa coincidência… ” Shaw X Bush !!! Atrás do arbusto encontramos o que a nova moeda nos salvaria dos malefícios causados pelos Bushies da vida… usando o mesmo artifício, o dinheiro…” Todavia, não podemos ser paranóicos patrulheiros ideológicos…

      Continuando… Já que vocês rejeitaram a minha superficial visão de marketing em função do plural, acho que o nome da nova moeda deva ser a mais palatável possível, para ser visto imediatamente como algo bom… Afinal trabalhamos em cima da imagem de um produto… Sigamos com nosso brainstorm… Eu tenho uma forte aqui…

      Contra Shaw teriamos a mecânica de conteúdo que não trabalha muito a favor… eu diria que é neutra. De certo Bernard Shaw era um economista… Ok, afinal falamos do nome de uma nova moeda… Que avançou em direção a literatura, o drama e a comédia, focando os abusos das plutocracias, dessa muitas vezes não consciênte escravatura/servidão disfarçada que temos em nossa era… Mas, não é conhecido como autor de propostas de salvação mundial, de lutas ambientalistas ou grande defensor de uma unificação transacional (no caso, o nosso produto tem uma característica globalizante, um dinheiro emitido pelo e no consenso de todas as nações…)… Enfim não é popularmente conhecido por ser um universalista. A frase exaltada pelo Dodô é ambivalente no sentido de uma idéia de salvação.

      Ela é uma constatação, não um alerta ou apelo para que algo deva ser feito para nos salvar… Possui um fundo conformista, na verdade… Sugere que a natureza poderia gerar novas espécies, quiçá mais inteligentes que o homem, mas, não deixa claro se essas novas mutações surgiriam com a destruição das atuais espécies (o que nos interessaria, pensando no produto que estamos escolhendo o logo ou nome de modelo) ou não… deixa em aberto, dependerá do contexto…

      Esse brainstorm está ficando mais interessante que o previsto… Última coisa… Que eu acho que seria uma pá de cal sobre a proposta de Shaw… A escolha do nome Shaw seria uma sacanagem póstuma contra quem recusou o Prêmio Nobel de literatura por não gostar de homenagens… Descobri isso quando estava já de posse de um excelente logo… E eu que falei de plural e esqueci do cifrão… $haw ficaria perfeito… Mas e a patrulha? “haw” significa uma exclamação de comando dada ao cavalo na condução de um rebanho… para a esquerda!!! Perceberam? Os Cawboys vetariam… 😉

  4. Joao Carlos disse:

    Minha sugestão de nome é: Noney… É a contração de “No Money”… É que nessa nova moeda eu ficarei rico do dia a noite… 😉

    • João Canali disse:

      Pode estar certo que caso o nome sugerido por você seja o ganhador, seu prêmio de 500 mil Noneys será pago imediatamente e de forma automática… Bastará enfiares a mão nos bolsos que os Noneys estarão lá… 😉

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