Listas X Blogs – E a Música dos anos 60/70

O amigo e freqüentador desse blog Luiz Camargo, sabedor de minha total preferência pelas músicas dos anos 60/70 (e algumas poucas do comecinho dos 80) me enviou um gentil email dando a dica para que eu participasse da lista de emails que tem como tema e objetivo reunir aficionados das ditas músicas para trocar idéias, dicas, etc. Em outras palavras, jogar bafo-bafo (Quem se lembra?) com as figurinhas carimbadas que fizeram aquilo acontecer. Eu fui lá e cheguei até a colocar um email para receber os emails da lista… Quando me lembrei de outras listas das quais participei… Definitivamente temo que colocar um email exclusivo para trabalhar com as listas ou, pelo menos, um de pouco uso… Quando a lista dá certo, nossa caixa postal ou nosso “inbox” fica lotado, sendo impossível misturar a correspondência normal dos emails que pertencem a lista devido a confusão que fica. Sugeri ao Luiz então, que o pessoal da lista formasse um blog, onde, inclusive, existem recursos a disposição para a postagem de links vivos (como colocarei abaixo nesse mesmo post), o registro para comentários é muito mais simples do que se envolver na luta perdida da Yahoo querendo que você tenha uma “ID” com eles e a coisa fica aberta ao mundo, não é necessário que alguém indique o link de inscrição (como fiz acima, por exemplo) e dá recursos para impedir que qualquer inconveniente – briga entre fãs de Beatles e Rolin Stones, por exemplo – se transforme em uma enxurrada de emails… O inconveniente do formato do blog para a formação de um grupo de discussão é que tem que haver um ou poucos responsáveis pelo lançamento de posts novos… Mas, se tratando de um grupo de aficionados, não seria difícil encontrar um ou mais voluntário que ficassem com a “chave” de acesso e consequente gerenciamento dos posts, alguém que receberia os email de quem quisesse colocar novos temas em discussão. O fato é que a experiência final de troca de comunicação dos blogs, isto é, seu formato, é muito mais agradável e de rápido acesso para todos os leitores, ouvintes e telespectadores… Não podemos nos esquecer dos recursos multimídia de um blog os quais através de emails não existem, dependem de links externos…).

Dito isso, não poderia deixar de falar das músicas dos anos 60/70… e, tratando-se do Blog Teorias, não poderia deixar de dar uma teoria para explicar porque as melhores músicas do gênero pop ficaram por lá… Claro que estou me referindo àqueles que concordam que a maioria das músicas boas que os nascidos no pós-guerra (WWII), os baby-boomers, escutaram, foram lançadas nos anos 60 e 70… Que, praticamente, após o início da década de oitenta a qualidade das músicas caíu de forma assustadora…

Muitos culpam as gravadoras que, diante um mercado explosivo e bilionário que havia se formado nas décadas anteriores, notaram que com, simplesmente, a força do marketing em cima do artista poderiam assegurar grandes vendagens de discos, CDs e agora DVDs. Qualquer boa orquestra de estúdio em cima de um moleque com 5 piercings e 10 tatuagens a mais, um cabelinho assim ou assado, afirmando uma besteira “estilosa” aqui outra lá, fotos distribuídas, um bom clip (sintomático que os clips tenham surgido nos 80… o visual se impondo sobre o meramente sonoro…), críticas pagas… et voilà… Qualquer porcaria musical se transforma em um sucesso de vendas…

Outros acreditam que os maiores gênios melódicos do gênero pop sempre foram os negros, que brancos, como os Beatles, e tantos outros artistas brancos que despontaram nos anos 60/70 só fizeram seguir e elaborar em cima dos parâmetros e fórmulas ditadas pelos compositores e músicos negros, desde o blues e do início do próprio Rock N’Roll. De fato, o declínio de qualidade melódica coincidiu com o surgimento do Rap entre os negros americanos… As letras, geralmente de violento e debochado protesto, defendendo um estilo de vida underground  e de contestação aos valores da classe média branca americana, não eram cantadas, eram declamadas de um jeito próprio, se tornaram mais significativas do que a qualidade melódica, bastaria uma boa marcação rítmica… e, nesse quesito, inquestionavelmente, os negros sempre batucaram melhor do que todos… Aos brancos, depois dos rapers, só sobrou porcarias melódicas como o famigerado U2, que, para mim, simboliza o fim da boa melodia… Até porque uma boa melodia vale por 100 boas poesias (no meu gosto, claro…).

Talvez a combinação das duas teorias acima seja a verdadeira explicação, contudo, agora sim, trago a minha, que começa com uma suposição. Será que todas as combinações melódicas dentro de um determinado gênero musical, não possuem um número finito? O Frevo seria o grande exemplo do que falo, um gênero de apenas uma música… o resto é a mesma coisa… 😉 Sendo que essa finitude foi alcançada nas décadas de 60 e 70. Para escapar de plágios, os compositores então passaram a buscar alternativas pouco melódicas ou a tentar valorizar letras e ritmos dançantes para continuar com a produção musical subsequente. Combinações de notas musicais podem ser vistas como combinações matemáticas quase que infinitas, entretanto, talvez, dentro de um mesmo gênero, somente uma faixa delas faça sejam possíveis.

Correndo a parte disso tudo, temos que os compositores se comportam como garimpos, com o tempo esgotam sua produção sendo que, ao final das contas, poucos grandes diamantes ou grandes pepitas foram encontradas ou produzidas. Mesmo Paul McCartney, que acredito tenha a maior coleção de músicas melodiosas de sucesso sob sua autoria, parou de produzi-las, pelo menos não com a mesma intensidade e qualidade. Se levarmos essa queda de produção a toda uma geração de músicos encontraremos também uma resposta para a nossa indagação: Aquela geração de músicos envelheceu e esgotou sua produção da mesma forma como Chico Buarque e Caetano Veloso, há muitos anos não compõe mega sucessos iguais ao que compuseram no passado…

Para não perder a viagem, trago uma verdadeira raridade, um vídeo gravado em 1967 com câmeras de televisão ainda em preto&branco de um programa da TV inglesa dedicado a música jovem. Em programas como esses que os Beatles se tornaram de fato conhecidos. O equivalente brasileiro era o programa apresentado pelo Roberto Carlos na TV Rio e Record de São Paulo, o Jovem Guarda. Notem as roupas e os cabelos dos “jovens” da época… fico quase que preferindo os piercings e tatuagens dos jovens atuais… ;-). Cantando seu primeiro grande sucesso temos um grupo inglês que eu sempre gostei muito, os The Foundations. Tenho em CD praticamente com todas as canções da banda… Enfim, gosto do ie-ie-iê comercial dos sessenta até o Progressive Sound do Pink Floyd dos setenta, passando pela Motown e Burt Bacharat (outro que a mina secou de forma inexplicável…). Não posso me furto de imaginar que os caras ficam ricos e perdem a inspiração ou não correm mais atrás do sucesso comercial… Ficam só curtindo a vida, fazendo somente o que lhes dão prazer. A música abaixo, assim como toda a coletânea dos Beatles, Motown, Steve Wonder, Peter Frempton, Eric Clapton, Stones, Bee Gees e muito mais, o leitor do Blog Teorias pode escutar online no site da Majic 102.7.  Se eu estiver dirigindo, vocês estarão escutando o mesmo que eu estarei escutando aqui em Miami, é o que eu escuto no rádio do carro. Essa radio de grande sucesso toca exclusivamente as músicas dos anos 60/70.

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Sobre João Canali

Jornalista brasileiro e norte-americano residente em Miami, produtor e apresentador do Seriado Teorias (You Tube).
Esse post foi publicado em Cultura Popular, Música. Bookmark o link permanente.

16 respostas para Listas X Blogs – E a Música dos anos 60/70

  1. Luiz Camargo disse:

    Canali.

    Lembro-me mesmo que há alguns anos, ainda no scb, você falou-me desta Majic, onde só rodam música dos anos 60/70. Excelente. Cheguei até, por uns tempos, ter o link aqui gravado. Depois, com a popularidade dos mp3’s, de blogs (tipo o blogspot) disponibilizando discografias completas de raridades que você jamais sonharia ter, do Kazaa, do Soulseek, do LimeWire, e outros p2p, praticamente você pode ter no seu HD ou pendrive qualquer música que quiser, de qualquer ano, qualquer gênero, qualquer idioma. Exemplos: música dos anos 60 italiana (Domênico Modugno, Pino Donaggio, Nico Fidenco), francesa (Alan Barriere, Charles Aznavour). Bossa nova original dos anos 60 (não regravações): albuns que Tom Jobim gravou nos US e jamais chegariam ao Brasil, Bola Sete (idem), Laurindo Almeida (idem), e outros.

    Certa ocasião pensei em baixar tudo quanto fosse canção que tivesse ouvido desde a juventude, e também tivesse gostado (creio que muita gente tenha pensado assim também). Comecei. Foi indo, foi indo, esbarrei num obstáculo: lembrar o nome daquelas canções que havia ouvido lá nos anos 60 ou 70. Como baixar o arquivo se você não lembra o nome? Tem uma solução: baixar todos os albuns de certo intérprete e ouvir todas as músicas, e aí selecionar aquelas que você se lembra. Mas dá uma trabalheira e tem que ter saco e paciência, que não tenho mais.

    Não me lembro quando, mas certa vez, acho até que foi você que falou da ditadura do blogueiro, citando agora o inconveniente do formato do blog de ter que haver um ou poucos responsáveis pelo lançamento de posts novos. Canali, isto não chega a ser um incoveniente já que o sujeito que vai aos blogs o faz por que gosta. Pessoalmente eu gosto do formato blog, tanto é que ponho posts aqui, postei no blog do Cesar, postei no blog da Sonja (anda sumida), etc, isto é, naqueles ambientes nos quais a gente se identifica e gosta dos temas colocados pelo blogueiro.

    Mas, por outro lado, não descarto o formato com liberdade total de postar aos participantes, devido a um fato que também gosto, que é a possibilidade variedade mais ampla. É lógico, para não acontecer o que aconteceu no sbc tem que haver uma meia dúzia de moderadores (a turma da “chave” como disse você). E mais, se houver bom entrosamento, esses grupos nem precisam ser grandes. Imagine você 10 pessoas postando. Todo dia, dá até para cansar. Nesse caso a chave pode ficar com todos, como se fosse um local de encontro diário. Lembra que no sbc embora houvesse centenas de participantes, na realidade éramos só cerca de uma dúzia que nos comunicávamos. O resto era lixo e a gente nem dava bola. E em pese tudo isto, alí ficamos muitos anos (eu, uns 10, você deve ter ficado uns 15, e por aí). Por fim veio a debandada, cujos motivos você já explicou em outro post. Mas essa é outra estória.

    Quanto a ser ter um e-mail específico para uso em grupos de discussão, de fato não deixa de ser um problema, já que entopem facilmente. Lembro-me que no scb muitos participante usavam os “filtros”, e até ensinavam como fazer para não abarrotar o (então) Outlook Express. Digo com franqueza, eu nunca me preocupei com filtros e outros artifícios do gênero. E por quê? Por que sempre usei e continuo usando o recurso mais simples e seguro que existe pra isso: boto e leio os posts no próprio website do grupo. Nada de trazê-los para meu HD. Trazer pra quê? Não terão mais utilidade. Podem ter vírus. Um ou outro post que julgar importante, tenho um arquivo txt onde salvo os links para uma eventual leitura futura.

    Quanto ao cadastro no Yahoo, o famigerado ID, isto realmente é um tormento, mas é regra geral. O Google Groups também exige, o antigo Deja (lembra?) também exigia e o próprio WordPress exige. O sujeito só acessa se estiver logado. Mas em muitos casos isto fica resolvido automaticamente, como aqui no Worldpress, no Google e no Yahoo: uma vez cadastrado, nas próximas vezes que voltar lá, os cookies se encarregam do serviço de reconhecimento sem precisar do maldito ID toda vez que acessar.

    PS: gosto do Canali por que ele sempre tem uma técnica de nos trazer para o debate.

    Luiz

    • João Canali disse:

      Luiz, retiro o que disse em relação a lista que você me enviou, essa pode ser utilizada através de um site próprio. No passado não havia essa opção… Mesmo uma que participei, muito boa por sinal, através da interface do gmail, enchia a caixa de uma maneira absurda, era chatíssimo de acompanhar todos os debates devido a quantidade de posts no formato email. Para o SCB eu usava um editor de News Group o 40Tude (acho que foi até o Fausto que me deu a dica…) que era muito bom… Na verdade, há tanta oferta de leitura na rede que não há tempo suficiente para acompanharmos tudo o que gostaríamos. O formato das redes sociais por exemplo, se o camarada tiver muitos amigos e amigos verborrágicos (teclarrégicos seria mais apropriado talvez) como eu… vai ter que ficar o dia inteiro acompanhando tudo que é dito… Eu resisto a algumas coisas de início, depois até cedo… O blog por exemplo, foi um que resisti por muito tempo… Outras eu topo de cara como foi com o YouTube…

      Em relação a ter todos os arquivos MP3 das músicas que escutei e gostei… Eu consegui, ou melhor, cheguei muito próximo. Tenho 100% das músicas que gostei muito ou de que alguma forma estão associadas a uma época de vida, a uma recordadção boa qualquer e devo ter 90% de tudo que apenas gostei… Mas, para te falar a verdade trata-se apenas de espirito de colecionador de albúm de figurinhas, hoje em dia só escuto música no carro… E por falar nisso, não sei se no Brasil também existe isso, aqui se você tiver um rádio apropriado para receber texto enviado da estação de rádio que você sintoniza, você lê no display o nome e o artísta que está tocando… A Majic tem esse serviço e um carro antes do qual tenho agora veio com um radio desses… Quase que o míope aqui bateu, quando tocou uma música que eu queria e não sabia o nome do título e o artísta… É que na meia distância (um metro) eu não enxergo direito (tenho um óculos só para o computador), para distância uso o óculos para dirigir, o do dia a dia, e só enxergo bem de perto… Com o carro andando tive que aproximar o rosto do rádio para ler o nome do artista (nem sempre na Majic eles dizem em seguida o nome ou título da canção…)… quando voltei para a cena do trâncsito, claro… aquele frio na barriga e freiada brusca… Mas, quando terminei minha coleção, lhe confesso, perdi uma grande diversão que era tentar descobrir as músicas que queria surfando na Web e depois capturá-la no Kazaa e depois no Lime Wire (outro dia fui lá e haviam fechado a coisa… bom, agora só dá os torrents…).

      Mas é a tal conclusão que cheguei… Que se danem as gravadoras e sua ganância (eu sempre gravei música das rádios na época que só havia os gravadores K7) de pretenderem serem donas do ar onde as ondas sonoras se propagam… Já tenho tudo o que quero… Como não produzem mais coisas boas ou que eu goste, como seria mais apropriado afirmar… Completei minha caçada… Essa eu ganhei, fatura encerrada. 😉

  2. Luiz Camargo disse:

    Canali:

    Eu também praticamente só ouço no carro, mas cá pra nós, abro ali no pendrive uma pastinha e coloco 500 mp3’s. É só espetar aquela porcariazinha no rádio e pronto, fica melhor que FM, pois são todas do seu gosto pessoal.

    O Soulseek ainda continua, foi uma dica do Gafa lá no scb. Mas o pessoal do p2p, após o fechamento do LimeWire, criou um tal de LimeWire Pirate Edition. Veja a matéria aqui no Globo, ou talvez aqui possa fazer o download.

    A questão de ler e postar no próprio website é interessante porque, pelos subjects, o sujeito vê logo aquilo que lhe interessa e não fica perdendo tempo com outros arquivos que não lhe dizem respeito ou não é do seu agrado. É como aqui WordPress.

    A questão da ID obrigatória, praticamente é comum a todos. Aqui no WordPress a exigência é mais sutil: “campos obrigatórios são marcados com *”.

    Você é um sortudo, pois já fechou sua coleção. Não é que eu não tenha fechado, mas fica sempre aquela sensação de que pode aparecer uma ou outra não lembrada. E o pior: às vezes aparece. Não sou muito bom na procura, mas um dia desses achei Dolores Duran e decidi pegar. Bolerões não são muito do meu gosto, mas um ou outro até que vai. As nacionais são mais difíceis de achar.

    Canali, tentei usar neste posts um recurso html. Se não funcionar, paciência, no próximo melhoro.

    Luiz

  3. Luiz Camargo disse:

    Canali:

    Eu também praticamente só ouço no carro, mas cá pra nós, abro ali no pendrive uma pastinha e coloco 500 mp3’s. É só espetar aquela porcariazinha no rádio e pronto, fica melhor que FM, pois são todas do seu gosto pessoal.

    O Soulseek ainda continua, foi uma dica do Gafa lá no scb. Mas o pessoal do p2p, após o fechamento do LimeWire, criou um tal de LimeWire Pirate Edition. Veja a matéria em http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/11/11/limewire-volta-ao-ar-em-versao-pirata-sem-propagandas-923000802.asp, no Globo, ou talvez possa fazer o download em vários sites por aí..

    A questão de ler e postar no próprio website é interessante porque, pelos subjects, o sujeito vê logo aquilo que lhe interessa e não fica perdendo tempo com outros arquivos que não lhe dizem respeito ou não é do seu agrado. É como aqui no BlogTeorias.

    Já a questão da obrigatoriedade da ID é uma praxe. O WordPress o faz de uma forma mais sutil: “campos obrigatórios são marcados por *”.

    Você é um sortudo, pois já fechou sua coleção. Não é que eu não tenha fechado, mas fica sempre a sensação de que pode ter uma ou outra não lembrada. E o pior: às vezes aparece. Não sou muito bom na procura, mas um dia desses achei Dolores Duran e rapidamente peguei. As nacionais são mais difíceis de achar.

    Luiz

    PS: João, não entendi o que aconteceu com o post que enviei anteriormente, e por isto estou repetindo. Se houver duplicidade delete um deles.

    • João Canali disse:

      Ainda bem que falei que só tinha 90% das músicas que gostei um dia… Você falou de Dolores Duran e me lembrei de um remake de uma música dela, Castigo, que foi gravada pelos Incríveis… Ficou um ie-ie-iê dos mais legitimos com o arranjo que deram… Eu tinha essa música em um longplay da banda (creio que no mesmo disco cujo o carro chefe era aquela canção italiana… “Era un ragazzo que como me piaceva dos Beatles e dos Roling Stones” e que décadas depois foi regravada pelos Engenheiros do Hawai, se não me engano…) em uma faixa perdida do mesmo… Dúvido encontrar isso na rede.

      Quanto ao uso da pendrive no som do carro você tem razão é garantia de termos coisa boa em quantidade sem comerciais e o aborrecimento de lidar com CDs (aquela síndrome de bandido que não pode deixar impressões digitais… Principalmente depois de tentar um suicídio midiático… após ter passado em algum drive-thru e ter beliscado batatinhas com gordura trans da boa…), contudo, ainda prefiro o rádio, não só para algum aviso de emergência pública ou notícia muito importante de última hora (se acontece uma merda séria eles avisam) como também porque a discoteca deles é maior… No caso específico da Majic, dificilmente tocam algo que eu não goste.

      Apaguei uma mensagem em que você afirmava apenas que tinha notado que eu havia incluido a categoria música… Se não foi essa a mensagem que saiu errada, desculpe… De qualquer forma, vou incluindo novas categorias na medida que os posts necessitem… A interface da Word-Press é próxima do perfeito em termos de liberdade.

    • João Canali disse:

      Luiz, a WordPress havia marcado o seu comentário como spam por conta da tentativa no HTML, creio eu, só hoje percebi e autorizei… Só quem tem a chave pode colocar código nos comentários.

      • Luiz Camargo disse:

        Ah sim, vi que na caixa de texto logo aqui abaixo da página, onde o usuário digita seu post consta esta possibilidade de usar códigos html.

        Mas isto não é muito importante não. Apenas dá um pequeno embelezamento no texto em algumas situações, tornando-o menos poluído.

        Luiz

      • Luiz Camargo disse:

        Concluindo: às vezes um link gigantesco e feio se transforma num simples “aqui”.

  4. cesarbarroso disse:

    João,
    O New Time de Broward está anunciando uma exposição coletiva da qual participo, com trabalhos de arte sobre audição: http://www.browardpalmbeach.com/events/and-147-sound-artand-148–1332877/
    Traduzo parte do anúncio, escrito por Penn Bullock, que tem a ver com o seu post acima:
    “O primeiro artista do som do mundo foi um futurista italiano, Luigi Russola. Em 1913 ele escreveu um manifesto – A Arte dos Ruídos – no qual estabelece seis categorias de som, desde rugidos a explosões, gritos e “gemidos de morte”. Russola achava que a Revolução Industrial havia tornado as melodias irrelevantes; o homem moderno se interessaria por som dissonantes. Ele inventou seu próprio instrumento – o Intonarumori – a formou uma orquestra de ruídos, cuja primeira performance pública, em 1917, levou a audiência à violência”.
    Interessante, não?

  5. cesarbarroso disse:

    Correção: o nome do cara era Luigi Russolo.
    Meus avós se sentiam agredidos com a música dos anos 60. Achavam sem sentido. O interessante é que nós, hoje em dia, não nos sentimos tão ofendidos pela música moderna. Acho que o Luigi Russolo tinha razão ao dizer que a melodia se tornou irrelevante pós-Revolução Industrial.
    Eu sou completamente eclético com relação a música: clássica(quase tudo), brasileira antiga(adoro Orlando Silva, Francisco Alves…) e moderna, folclórica, americana e inglesa anos 60, 70, 80, 90, chason française… Tenho alguma dificuldade com música chinesa, que acho muito dramática. Gardel me emociona, Piaf também. Estou re-descobrindo boleros num lugar na Calle Ocho, CubaOcho. A música peruana, principalmente a andina, me encanta…

    • João Canali disse:

      Já falamos a respeito… Alguns generos musicais só passamos a gostar se o escutarmos sob os efeitos especiais gerados pelas emoções. Músicas são fundamentalmente trilhas musicais do filme da vida… Noooosaaa… Por exemplo, eu só passei a entender e apreciar boleros quando escutei o La Barca em uma situação de intensa paixão e dor de cotovelo… Depois até o “Eu não sou cabhorro não” do Waldick Soriano eu consegui decodificar… Contudo… eu não encontrei a baiana que me fizesse gostar do tal do Aché… Precisa ser uma professora e tanto, além de rodar, claro… Ecletismo tem limite… O que me faz lembrar de elitismo… Não adianta César, eu tenho verdadeiro pavor de Ópera… E fico preocupado só de imaginar qual emoção me faria gostar daqueles caras berrando.

      • Fausto disse:

        Canali,

        Também odeio ópera. Gente feia e gorda representando bonitos e magros se esgoelando até o limite de suas cordas vocais. E pior que axé, pra mim, é o gênero sertanojo. Duro de aguentar aquelas duplas.

        F.

  6. cesarbarroso disse:

    Quando assisto “Carmen” fico semanas com as emoções arrepiadas, com aquelas belas músicas rondando a minha cabeça. É de uma beleza incrível…

    • João Canali disse:

      Cesar… Como diria o Bolt… Gosto pessoal não se discute e nem, muito menos, como muitos pensam, se lamenta… Se corre, se corre muito, o mais rápido possível… 😉

      Mas por falar em mau gosto veja o post seguinte a esse, qua acabo de levantar… Como é que pode um animal daqueles não ter vergonha na cara naquela idade… E teve o descaramento de mandar aquilo para um dos programas cafonas da TV Brasileira… Por favor não comente nada, não entregue…

    • Fausto disse:

      Cesar,

      Taí, “Carmen” de Bizet é uma ópera que julgo palatável, talvez o exemplo único
      para mim. A cena na tabacaria é clássica e a música, bela.

      F.

  7. cesarbarroso disse:

    Fausto,
    Eu diria que a “Carmen” é a mais palatável das óperas, pela música, pelo tema e pela ambientação espano-cigana. O “Barbeiro de Sevilha” está no mesmo plano. É importante que a platéia conheça a história para poder apreciar. Há alguns anos os teatros colocam eletronicamente à disposição da platéia a tradução dos diálogos à medida que ocorrem.
    Recentemente assisti “Turandot”, que é mais “séria” do que as referidas acima, mas belíssima. Semana que vem assistirei “The Tales of Hoffman” de Offenbach, que está fazendo sucesso em Miami.

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