Paranóias de Golias

Analisando diversos projetos para meu próximo documentário do Seriado Teorias, encontro esses dois pequenos documentários.

O primeiro vídeo possui embutido diversos assuntos e curiosidades que tratarei em parágrafos a parte.

Outro dia debatíamos nesse blog a transmissão de eletricidade sem fio, agora tão em moda com a venda de pads que carregam celulares, câmaras e diversos gadgets que se utilizam de baterias recarregáveis. Bastando deixa-los em cima dos mesmos, sem plugar fio algum. Falamos de Tesla e a suspeita que um experimento seu tivesse ocasionado um misterioso incidente na Sibéria… Um forte EMP (Elotromagnect Pulse) é capaz de gerar uma sobrecarga de corrente elétrica em meios condutores e assim “torrar” a maioria dos circuitos que “controlam” nossas vidas, causando um autofágico caos que feito uma tsunami social desestruturaria um país inteiro, com evidentes conseqüências mundiais… O que fariam os capitães dos submarinos nucleares americanos ou russos, que transportam um mortífero arsenal de mísseis com ogivas nucleares, caso não conseguissem entrar em contato com sua cadeia de comando e soubessem que seu país teria entrado em um caos sem retorno previsível, com dezenas de milhões de pessoas morrendo a cada dia? Buscariam portos de nações amigas? Garantiriam que não haveria nações vencedoras?

Russos e americanos descobriram que bombas atômicas ao explodirem causavam um forte pulso eletromagnético durante os inconseqüentes testes nucleares que ambos países realizaram na década de ciquenta… Os americanos notaram o fenômeno quando explodiram, sobre uma região do Pacífico, em uma grande altitude, uma bomba termo nuclear de poderosa capacidade e os soviéticos tiveram sérios problemas em parte de sua rede elétrica quando fizeram o mesmo sobre o Casaquistão, no tempo que o mesmo pertencia ao bloco soviético, claro está. Vale lembrar que as bombas nucleares detonadas em Hiroshima e Nagasaki foram detonadas a 500 metros de altitude. Só que naquele tempo vivíamos em um mundo analógico, digamos assim, as válvulas imperavam… e válvulas aguentavam trancos de corrente que nenhum transistor moderno, idealizados para operarem com baixíssimas correntes, agüentaria sem proteção especial. Hoje, como mostrado no vídeo, um país como os EUA poderia ficar totalmente sem eletricidade (não nos esqueçamos que tudo é controlado por computadores, inclusive os veículos, após a introdução da injeção eletrônica em substituição ao tradicional carburador), transportes e comunicações em geral. Como as grandes cidades, onde se concentra mais da metade da população do país, são abastecidas de comida em bases industriais, dependendo de transporte e eletricidade para tudo, boa parte da população pereceria após 15 dias da ocorrência de um grande pulso eletromagnético… Basta nos lembrar do caos que tomou conta de Nova York em 1977 e outro ocorrido em Quebec, no Canadá em 1989… E isso em apenas uma noite e em um tempo que ninguém tinha celulares e muito pouca coisa era controlada por computadores…

O perigo que representa o EMP (que pode ocorrer também em virtude de uma forte tempestade solar…) é uma das razões dos americanos possuírem uma esquadrilha de  jatos de grande porte, verdadeiras Gaiolas de Faraday voadoras, protegidas contra a ocorrência de um EMP, que se revezam de tal forma que pelo menos 3 desses aparelhos estão permanentemente no ar,  para serem o link de comunicação da Casa Branca com o aparato militar norte-americano fora dos EUA… os submarinos… Pelo valor de face do que vimos no famigerado 9/11 restam algumas dúvidas se isso funcionaria bem… Muito embora haja quem diga que o avião que se dirigia para Washington foi de fato abatido por caças do sistema de defesa aérea e que o avião que se jogou sobre o Pentágono foi na verdade abatido a queima-roupa por um sistema de defesa anti-aério secreto instalado naquele enorme prédio onde se encontra o centro nervoso do comando militar… Controvérsias e teorias conspiratórias se juntam nesse ponto turvando qualquer melhor apreciação…

O fato que tem que ser notado é que as informações sobre o EMP causado por um artefato nuclear tem sido homeopaticamente divulgadas pela mídia  de uns 4 anos para cá. Estariam dando idéia para os inimigos? Não. Existe censura em relação a eventual  revelação de segredos militares. É crime de traição e ponto. A teoria sobre o risco do EMP é relativamente corrente entre os cientistas, até por conta do perigo delas ocorrerem por causas naturais, como citei, causada por alguma ventania solar, existem até mais de um satélites postados a meio caminho de nossa estrela, como que de sentinela para alertar do problema, entre outros estudos e observações… No entanto, – não chegando a ser algo subliminar – estão informando que países como a Coreia do Norte ou o Irã de posse de mísseis de médio alcance disparados de um cargueiro qualquer poderia com um disparo apenas, dar um knockdown nos EUA. Isso possui um efeito sobre a opinião pública que passa a ver com outros olhos a preocupação em relação a determinados países terem armas nucleares… O receio passa a ser justificado, o xerife corpulento não tem que ficar de moral baixa por estar histérico com as armas do “rato que ruge”. Em tempo, o Paquistão não possui mísseis com ogivas nucleares, suas bombas seriam lançadas sobre a Índia a partir de alguns velhos Migs “made in china”, a recíproca em relação a Índia é quase verdadeira (mísseis incipientes) e os Migs seriam autênticos.

A metáfora realizada com a visão mitológica dada na história de Davi e Golias se entrelaça com outro conto humano acerca do “Calcanhar de Aquiles”. Temos o pequeno sendo capaz de abater o gigante com uma única pedrada bem dada e o gigante sendo abatido por conta de sua fragilidade… Ulisses tinha o calcanhar exposto para poder ter maior mobilidade em seu andar… A agilidade do mundo digital e a dependência gerada, o ponto fraco…

Neste segundo vídeo temos o que poderia ser uma resposta a tanto medo… Mas não é… Psicologicamente uma Arca de Noé de sementes não alivia ninguém preocupado com o porvir de sua netinha… Até porque restos de humanidade que por ventura, após uma hecatombe planetária provocada pelo homem ou pela natureza, se lembrasse ou conseguisse chegar naquela ilha glacial (a ilha de Spitsbergen, na Noruega) iria dar de cara com uma porta fechada… E para quê? Além de terem uma baita tecnologia para arrebentar com o bunker, teriam que ter onde plantar as sementes… Ok, se a tragédia for um aquecimento global, aquele gélido local seria um verdejante prado… Poderiam plantar sementes de Canabis Sativa e assim amenizar a lembrança de um mundo que não mais existiria? O que quero dizer na verdade é que o Svalbard Global Seed Vault (Banco Mundial de Sementes de Svalbard) não é uma resposta para uma tragédia futura, outrossim para uma tragédia já presente. Trata-se de uma verdadeira “Fortaleza da Solidão” do super-homem (se fossem suecos poderíamos lembrar, pasmem, que processos eugênicos vigoraram na Suécia de 1930 a 1975… voltarei a esse tema…) em função de poder aproveitar o natural congelamento da região (e mesmo assim estão a um grau acima do que seria o ideal para a preservação das sementes, admitem…) e não serem tão dependentes de refrigeração obtida de forma artificial… Depender de energia é sempre um “calcanhar de Aquíles” exposto…

Como sabemos, a maioria das plantações humanas foram “domesticadas” em processos de seleção artificial das espécies, pelas diversas culturas que tivemos e temos. Não seria absurdo imaginarmos que determinadas plantações de uma determinada região do planeta seja arruinada por uma seca ou efeméride climática e assim não sobrarem sementes para contarem a história de como se adaptaram àquela região, quando o clima se normalizar… Vale lembrar que falamos também de ermos lugares da África e da Ásia… Com a ameaça do aquecimento global a nossa Arca de Noé passa a ser um back-up mais do que oportuno de tudo que já temos… por isso mesmo fundos internacionais para sua construção e manutenção não faltaram… Enfim, aquilo é um banco e vai dar lucro para a fundação norueguesa que administra a coisa.

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Sobre João Canali

Jornalista brasileiro e norte-americano residente em Miami, produtor e apresentador do Seriado Teorias (You Tube).
Esse post foi publicado em Cultura Popular, Divulgação Científica e Tecnológica, Política Internacional, Teorias Conspiratórias. Bookmark o link permanente.

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